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Na propriedade do cooperado Mauro Hideyuki Endo, em Janiópolis, no Centro-Oeste do Paraná, a integração
surgiu como alternativa para manter a produtividade ao longo do ano. Segundo ele, o sistema permite
utilizar áreas de lavoura no inverno, período em que as pastagens perenes apresentam queda de produção. “A
gente aproveita essas áreas para fazer a integração, rotacionando com culturas como aveia, que também pode
ser utilizada como grão para suplementação do gado”, explica.
Entre os principais benefícios observados estão a redução de custos com alimentação animal e a melhoria da
qualidade do solo. “Depois do pastejo, o terreno fica com mais matéria orgânica, o que favorece a próxima
cultura. Além disso, diminui a presença de plantas invasoras”, destaca o cooperado. Mesmo diante de
desafios climáticos, como geadas e períodos de seca, ele avalia o sistema como positivo no longo prazo.
O suporte técnico também é apontado como fator essencial. Endo relata que contou com acompanhamento desde
o início da atividade agrícola. “Eu não tinha experiência com lavoura. Tive muito apoio da equipe técnica,
que orientou todo o processo”, afirma Endo.
O engenheiro agrônomo Fernando Daniel Negrini, que presta assistência à propriedade, reforça que a
integração vai além do ganho produtivo. “O sistema proporciona ciclagem de nutrientes, melhora da
microbiota do solo, maior infiltração de água e redução de erosão. Além disso, cria uma alternativa
econômica, especialmente em anos de estiagem”, explica.
Na fazenda, o planejamento envolve rotação entre soja no verão, milho safrinha e culturas de cobertura no
inverno, como aveia, braquiária e milheto. “Esse manejo permite equilíbrio entre produção agrícola e
pecuária, garantindo retorno financeiro e sustentabilidade”, afirma o agrônomo.
Na área veterinária, a integração também traz benefícios importantes. A médica veterinária Vânia Colli
destaca que o sistema funciona como suporte alimentar em períodos críticos. “Em momentos de escassez de
pastagem, principalmente na transição entre estações, a integração garante oferta de forragem e mantém o
desempenho dos animais”. Segundo ela, a propriedade trabalha com ciclo completo (cria, recria e engorda) e
utiliza estratégias como inseminação artificial e confinamento. “A integração permite produzir mais
alimento em menos área e por mais tempo, o que impacta diretamente nos resultados da pecuária”, completa.
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Mauro Hideyuki Endo, de Janiópolis (PR): cooperado adota o sistema como alternativa para manter o
sistema produtivo ao longo do ano
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