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RC: O Plano de Trabalho da OCB para 2026 inclui ações como a ampliação do
Programa de Educação Política. Quais as ações previstas para o ano, principalmente tendo em vista o
processo eleitoral?
Tania: A educação política é uma prioridade estratégica e nosso programa
vem ganhando cada vez mais força ao longo dos anos. Em 2026, nosso objetivo é ampliar ações de formação,
produção de conteúdos, encontros regionais e materiais orientativos voltados a lideranças, dirigentes e
cooperados, com foco na compreensão sobre o funcionamento do sistema político, do processo eleitoral e do
papel institucional do cooperativismo. O objetivo é fortalecer uma atuação ética, técnica e apartidária,
qualificando o diálogo com os tomadores de decisão e preparando o cooperativismo para defender suas pautas
de forma consistente, responsável e propositiva.
RC: Quais outras prioridades você elencaria para a gestão?
Tania: Entre as prioridades da gestão está o fortalecimento contínuo da
representação institucional do cooperativismo, com atuação técnica, articulada e estratégica nos temas que
impactam diretamente o setor. Nesse contexto, o acompanhamento da Reforma Tributária será uma frente
permanente de trabalho. Trata-se de uma das transformações estruturais mais relevantes do país e o Sistema
OCB atuará para garantir segurança jurídica, previsibilidade e o adequado reconhecimento das
especificidades do modelo cooperativista, especialmente a preservação do ato cooperativo, tanto na
regulamentação quanto na implementação do novo sistema. Outra prioridade é a modernização dos instrumentos
de apoio às cooperativas, com foco em eficiência, inovação e competitividade. Isso envolve educação
cooperativista, transformação digital, estímulo à intercooperação e apoio às cooperativas diante de um
ambiente regulatório e econômico cada vez mais complexo. Nesse conjunto de ações, o aprofundamento do
Programa CulturaCoop ocupa papel estratégico. Ele será fortalecido como eixo transversal, conectando
valores, princípios e identidade cooperativista à governança, à gestão, à comunicação e à formação de
lideranças. Uma cultura cooperativista sólida é essencial para a perenidade das organizações e para o
engajamento dos cooperados.
RC: No que diz respeito ao fortalecimento da imagem pública do setor, quais
caminhos ainda podem ser percorridos pela instituição?
Tania: O fortalecimento da imagem pública do cooperativismo passa por uma
comunicação estratégica, consistente e conectada com a sociedade. Precisamos ampliar o reconhecimento do
modelo cooperativista como uma escolha concreta, moderna e competitiva, capaz de gerar desenvolvimento
econômico com inclusão social e sustentabilidade. Nesse sentido, a Campanha SomosCoop 2026 será um dos
principais vetores dessa estratégia. A iniciativa marca uma evolução na comunicação ao convidar a
sociedade a reconhecer, confiar e optar por produtos e serviços de cooperativas, além de reforçar o
carimbo SomosCoop como sinal de qualidade, credibilidade e impacto positivo. A campanha amplia o diálogo
com o público, fortalece a presença do cooperativismo nos meios de comunicação de massa e aproxima o setor
do cotidiano das pessoas. Além disso, seguiremos investindo no relacionamento com a imprensa, na presença
digital qualificada, na valorização de histórias reais e no uso de dados concretos para demonstrar o
impacto do cooperativismo na vida dos brasileiros.
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“Buscamos soluções que fortaleçam o Sistema OCB e ampliem o impacto positivo das cooperativas no
Brasil. O cooperativismo vai seguir como protagonista no desenvolvimento econômico, social e ambiental
do país.”
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RC: Como será o trabalho com a base, para reforçar as prioridades do Plano de
Trabalho da OCB e engajar os cooperados?
Tania: O trabalho com a base será contínuo, próximo e colaborativo. Vamos
intensificar a escuta ativa das cooperativas e das organizações estaduais, compartilhar diretrizes
estratégicas e alinhar ações de forma conjunta, respeitando as realidades regionais e setoriais. O
engajamento dos cooperados é fundamental para transformar o Plano de Trabalho em resultados concretos.
Isso exige diálogo permanente, transparência e clareza de objetivos, reforçando o sentimento de
pertencimento ao Sistema.
RC: A senhora preside o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que reúne 59
entidades na defesa do setor e assessora tecnicamente a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no
Congresso Nacional. Em 2025, os focos do trabalho foram a sustentabilidade, o financiamento e o mercado
internacional. Que resultados destaca nesses três aspectos?
Tania: À frente do Instituto Pensar Agropecuária, avançamos de forma
consistente em agendas estruturantes. Na sustentabilidade, contribuímos para qualificar o debate público,
valorizando práticas produtivas responsáveis, segurança jurídica e o papel do produtor brasileiro. No
financiamento, fortalecemos o diálogo sobre crédito, políticas públicas e instrumentos financeiros mais
adequados à realidade do setor produtivo. Já no mercado internacional, ampliamos a articulação
institucional para enfrentar barreiras, abrir mercados e reforçar a competitividade do agro brasileiro,
sempre em estreita cooperação com a Frente Parlamentar da Agropecuária.
RC: Qual é o momento do cooperativismo brasileiro?
Tania: Vivemos um momento estratégico para o cooperativismo brasileiro.
Temos um modelo econômico sólido, alinhado às demandas da sociedade e com enorme capacidade de gerar
desenvolvimento com inclusão. Nosso trabalho continuará sendo guiado pelo diálogo, pela escuta ativa e
pela busca constante de soluções que fortaleçam o Sistema OCB e ampliem o impacto positivo das
cooperativas no Brasil. O cooperativismo tem tudo para seguir como protagonista no desenvolvimento
econômico, social e ambiental do país.
Fonte: Paraná Cooperativo Ocepar
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Tania Zanella Presidente Executiva do Sistema OCB
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