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O cenário agrícola atual revela, ao mesmo tempo, a força e a vulnerabilidade do setor, que é essencial
para alavancar a economia brasileira e para o abastecimento global.
Apesar de contabilizarmos uma safra considerada positiva em termos de produtividade, acompanhamos fatores
externos que vêm pressionando os produtores e exigindo atenção.
De modo geral, a última safra apresentou bons resultados, mesmo com adversidades pontuais de condições
climáticas, que permitiram produtividades satisfatórias em grande parte das regiões onde atuamos.
No entanto, o equilíbrio econômico da atividade foi afetado por um conjunto de variáveis que fogem ao
controle dos agricultores. A queda nos preços das commodities agrícolas, associada ao aumento expressivo
dos custos de produção, especialmente dos insumos, comprometeu a rentabilidade.
A esses fatores somam-se os juros elevados, devido ao reflexo de um cenário econômico global instável,
agravado por conflitos internacionais que impactam diretamente os mercados.
Os resultados dessa realidade apresentam um quadro de produtores mais endividados e com dificuldades para
honrar os compromissos financeiros. O que se torna ainda mais evidente neste momento de vencimento dos
custeios e investimentos da safra 2025/2026.
Há um volume significativo de produtores buscando prorrogação de dívidas e como solução, as nossas
entidades reivindicam a necessidade de medidas estruturantes por parte do governo.
Entre as alternativas, a securitização aparece como um caminho viável, permitindo o alongamento das
dívidas, com prazos mais longos e juros subsidiados.
Esta solução já foi adotada em momentos anteriores da história agrícola brasileira e poderia proporcionar
fôlego ao produtor, e ao mesmo tempo, preserva a saúde financeira das cooperativas e das empresas do
setor.
Não foi o agricultor quem criou esta situação, pois é decorrente do clima e de um cenário econômico
global. Por isso, esperamos o apoio do governo e a busca de soluções e decisões mais amplas para amenizar
os problemas, para valorizar os produtores e o campo, que é um dos pilares importantes da economia
brasileira, haja vista que se a agricultura parar, o agricultor não cumprirá a missão de produzir
alimentos para o Brasil e o mundo.
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"Há um volume de produtores buscando prorrogação de dívidas e como solução, as nossas entidades
reivindicam a necessidade de medidas estruturantes por parte do governo."
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ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e
Credicoamo
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