Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 571 | Agosto de 2026 | Campo Mourão - Paraná

CULTURA COOP

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Cultivando a cultura cooperativista

Evento da OCB debate as dimensões educação, governança, comunicação, juventude, legado e sucessão

Cerca de 800 cooperativistas de todos os estados brasileiros participaram de 11 a 13 de agosto em Brasília, do evento "Semana de Competitividade 2026" promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Durante três dias os participantes discutiram e trocaram experiências com o tema "Cultivando a Cultura Cooperativista". Tiveram uma abordagem mais prática com quatro laboratórios e salas temáticas nas trilhas de Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. Os participantes foram convidados a discutir desafios presentes nas cooperativas e construir soluções relacionadas ao engajamento de jovens, novas formas de aprendizagem, comunicação com cooperados e preservação da memória institucional. O assessor de Comunicação, Ilivaldo Duarte, representou a Coamo no evento.

Por que falar de cultura?

A escolha do tema que guiou a Semana em 2026 foi resultado de um processo que começou antes do evento. Durante o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), o Sistema OCB recebeu 1,9 mil sugestões para orientar as diretrizes do movimento entre 2025 e 2030. A palavra "cultura" apareceu mais de 400 vezes nas contribuições. O assunto também já havia chamado atenção na Pesquisa Nacional do Cooperativismo, realizada em 2023. O levantamento mostrou que a cultura cooperativista estava entre as preocupações de dirigentes, cooperados e empregados.

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, explica que os resultados ajudaram a tirar o tema da discussão e colocá-lo como uma frente estratégica de atuação. "Quando realizamos aquela pesquisa em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista veio como uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no congresso.

Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a discussão passa por uma questão central: crescer sem deixar que o negócio se distancie da identidade cooperativista. "A Semana de Competitividade mostrou que falar de cultura é mais que apenas olhar para o passado. É entender de onde viemos para fazer escolhas melhores sobre o futuro. Saímos com reflexões, experiências e, principalmente, com o compromisso de levar esse debate para dentro das cooperativas", declarou.

Márcio Lopes de Freitas discursa no palco da Semana de Competitividade 2026, com plateia em primeiro plano
Presidente Executiva da OCB, Tânia Zanella, discursa no palco
Delegação com mais de 50 representantes do cooperativismo paranaense

Presidente Executiva da OCB, Tânia Zanella (à esquerda) e a delegação com mais de 50 representantes do cooperativismo paranaense (à direita)

Pesquisa: Um retrato da cultura cooperativista

A discussão na "Semana de Competitividade 2026" ganhou ainda mais força com o diagnóstico nacional sobre a cultura cooperativista apresentado pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, durante o evento. A pesquisa ouviu 9.761 pessoas em todo o país, incluindo cooperados, empregados, dirigentes e conselheiros. Na etapa qualitativa, foram realizadas 46 entrevistas em profundidade, em 37 cooperativas de 26 estados e do Distrito Federal.

Os resultados mostram uma relação de confiança entre cooperados e cooperativas, mas também apontam desafios de participação e conhecimento. Três em cada dez cooperados citaram alguma barreira relacionada à informação ou ao conhecimento, índice que chega a 43% entre os cooperados do ramo Crédito. Ao mesmo tempo, Educação, Formação e Informação foi o princípio mais citado como prioridade: 58% dos cooperados fizeram essa escolha, percentual que chegou a 71% entre empregados, 57% entre dirigentes e 62% entre jovens de 18 a 34 anos. "Quem conhece, gosta. A barreira é a comunicação e o caminho é a educação cooperativista", resumiu Fabíola.

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Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro: Gallassini é homenageado

Ilivaldo Duarte recebe homenagem das mãos de Márcio Lopes de Freitas em nome de José Aroldo Gallassini
José Aroldo Gallassini posa com o certificado de homenagem em seu escritório na Coamo

Ilivaldo Duarte, assessor de Comunicação da Coamo, representou o presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, homenageado no documentário "Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro". Reconhecimento foi entregue pelo presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas

A história do cooperativismo brasileiro é feita principalmente de pessoas. Lideranças que dedicaram décadas ao movimento, ajudaram a estruturar cooperativas, participaram da criação de entidades e contribuíram para que a cooperação chegasse a diferentes regiões e setores do país. Para preservar essas trajetórias e aproximá-las das novas gerações, o Sistema OCB lançou, dia 11 de agosto, o documentário "Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro".

A produção integra o Ano CulturaCoop, iniciativa que trabalha a cultura cooperativista a partir de três perspectivas: passado, presente e futuro. Dentro desse eixo, o projeto de memória audiovisual registra relatos e experiências de pessoas que ajudaram a construir o cooperativismo brasileiro ao longo das últimas décadas.

O documentário reúne momentos marcantes das entrevistas realizadas com os pioneiros, além de registros em ambientes ligados às suas trajetórias. A proposta é transformar essas histórias em um patrimônio de memória para o movimento e em conteúdo que possa ser utilizado nas soluções do CulturaCoop, especialmente na frente dedicada ao legado.

"Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro" registra diferentes capítulos de uma trajetória coletiva. São histórias de liderança, organização e participação que ajudam a contar como o cooperativismo ganhou espaço no Brasil e chegou à dimensão que tem hoje", destaca o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Os homenageados reúnem lideranças reconhecidas por suas contribuições ao cooperativismo em âmbito nacional e estadual: Roberto Rodrigues, Ronaldo Scucato, Malaquias Oliveira, Américo Utumi, José Aroldo Gallassini, Jânio Stefanello, Nilson Luiz May, Dorival Bartzike, Hercílio Schmitt, Margaret Garcia e Moacir Krambeck.

As histórias mostram como o cooperativismo se desenvolveu em diferentes frentes. Gallassini, por exemplo, é idealizador e está à frente da Coamo, uma das principais referências do cooperativismo agroindustrial brasileiro.

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Memorial Coamo: exemplo para perpetuar as raízes e a história

Documentário

Um dos trabalhos apresentados foi o lançamento do documentário dos pioneiros cooperativistas, que destacou o idealizador e presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini.

Professora Carolina Kuk palestra sobre memória institucional

Na semana da competitividade com o tema "Cultivando a Cultura Cooperativista", a professora Carolina Kuk, historiadora, especialista em memória empresarial e memória institucional, palestrou aos cooperativistas sobre as raízes do cooperativismo para mais de 800 pessoas. Um dos seus trabalhos apresentados foi o lançamento do documentário dos pioneiros cooperativistas, que destacou o idealizador e presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini.

A pesquisadora esteve na Coamo com sua produtora para gravar com o Gallassini e na oportunidade conheceu também o Memorial Coamo. "As raízes do cooperativismo e da memória institucional são muito importantes. Precisamos pensar nelas como uma ferramenta estratégica. A memória institucional serve para falar do passado, reforça a identidade e a reputação, e os nossos vínculos com os cooperados, colaboradores e a comunidade. É uma ferramenta de gestão de informação, de conhecimento, e até de negócios, além da responsabilidade histórica para cuidarmos da história da nossa instituição."

Carolina Kuk defende que as instituições conheçam, preservem e principalmente perpetuem suas histórias. "Visitei a Coamo e fiquei muito feliz em conhecer o Memorial Coamo. Eu vi uma integração maravilhosa entre passado, presente e futuro, com um conteúdo aprofundado de história, de memória e tecnologias. Uma integração dessa forma eu confesso que nunca vi, nem no mundo corporativo. Estou colocando o Memorial como case em todas as minhas palestras e aulas, porque fiquei muito impressionada com a qualidade da entrega tanto em conteúdo como em formato."

A historiadora reforça que as instituições, cooperativas, empresas e organizações são feitas por pessoas. "A gente precisa humanizar essas histórias, que estão nos documentos, mas elas são feitas por pessoas. Então, a gente precisa trazer essa história que provoca emoção e é isso que nos move."

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