Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 571 | Agosto de 2026 | Campo Mourão - Paraná

ATUAÇÃO FEMININA

atuação feminina


O CAMPO TAMBÉM É DELAS

Na lavoura, nas máquinas, na gestão e nos espaços do cooperativismo, mulheres assumem responsabilidades e participam das decisões que fazem parte do dia a dia das propriedades rurais

Laís e Beatriz Maciel Ribas em cima de fardos de silagem, na propriedade da família, em Guarapuava (PR)

Laís e Beatriz Maciel Ribas atuam diretamente na propriedade da família, em Guarapuava (PR), participando das operações agrícolas, do manejo dos animais e da gestão das atividades

Estudar, morar na cidade e construir uma profissão fora do campo não significou romper com a atividade rural para Beatriz e Laís Maciel Ribas. Filhas de produtores cooperados da Coamo, as irmãs cresceram acompanhando os pais na propriedade, em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. Depois de concluírem os estudos, retornaram para o meio rural e passaram a participar diretamente da produção, gestão e decisões do negócio da família.

Beatriz é engenheira agrônoma. Laís advogada. As formações são diferentes, mas hoje se encontram na rotina da propriedade. Soja e milho fazem parte da produção agrícola, enquanto a criação de bezerros integra a atividade pecuária. As duas participam das atividades que acompanham o ciclo produtivo, desde o planejamento e o plantio até a colheita, além do manejo dos animais.

O retorno ao campo ocorreu também diante da necessidade de mão de obra na propriedade. A relação com a atividade, porém, começou muito antes. Desde crianças, Beatriz e Laís acompanhavam os pais e conheciam a rotina do trabalho rural. Hoje, vivem novamente na propriedade com eles e dividem as tarefas conforme as necessidades.

Laís e Beatriz com os pais em frente à casa da propriedade da família

Laís e Beatriz dividem com os pais as tarefas no campo e participam de diferentes etapas da produção

Laís e Beatriz caminhando pela propriedade ao lado de dois representantes da Coamo

Laís e Beatriz contam com o apoio da Coamo nas operações e também na formação e capacitação

No plantio, Beatriz e Laís trabalham ao lado do pai. Nas pulverizações, Beatriz atua com ele. Na colheita, também opera a colheitadeira. Laís participa das atividades administrativas e financeiras e está presente nas operações do campo. "Todo mundo faz um pouco de cada coisa", conta Beatriz.

A rotina reúne conhecimento adquirido em diferentes momentos da trajetória das irmãs. Para Beatriz, a formação em agronomia trouxe o conteúdo técnico que passou a ser aplicado na propriedade, enquanto a convivência com os pais acrescentou a experiência prática. "Na faculdade consegui ter, na teoria, os conteúdos e, na propriedade rural, o conhecimento na prática", afirma.

Laís também incorporou à atividade rural uma formação construída fora dela. O direito não estava diretamente ligado à produção agrícola, mas passou a fazer parte da rotina da propriedade depois que ela retornou e buscou a pós-graduação em gestão do agronegócio.

A participação das irmãs também faz parte do processo de sucessão da família, que está na quinta geração. Os pais continuam atuantes e acompanham a evolução das filhas. A transferência de responsabilidades ocorre gradualmente, com o trabalho compartilhado e o conhecimento sendo transmitido no dia a dia. "O processo de sucessão está sendo relativamente tranquilo, porque temos ainda o nosso pai ao nosso lado. Ele consegue acompanhar nossa evolução e aprendemos diariamente com ele", comenta Beatriz.

Para Laís, a sucessão não se resume ao momento em que uma geração deixa a propriedade e outra assume. Ela começa na convivência e na participação dos filhos nas atividades. "A sucessão não é algo de receber. É de construir todo dia junto, no diálogo, que é muito importante, porque não tem continuação se não tiver diálogo."

A trajetória das irmãs também inclui a participação na Coamo. As duas fizeram o programa Jovens Líderes Cooperativistas, iniciativa voltada à formação de jovens em temas relacionados ao cooperativismo, liderança, gestão e continuidade das atividades. Para Beatriz, a participação contribuiu para ampliar o conhecimento sobre a continuidade das atividades agrícolas. "Nesse programa foi possível ter mais conhecimento sobre a gestão e a sucessão da propriedade."

Laís também relaciona o programa à preparação dos jovens para a continuidade da atividade rural e para a participação na cooperativa. "O programa Jovens Líderes é muito importante porque valoriza o futuro do jovem, tanto na propriedade como na própria cooperativa", assinala. O programa é um dos espaços de formação que aproximam as novas gerações do cooperativismo. Para Laís, essa relação também representa uma possibilidade de buscar apoio e conhecimento para as necessidades da propriedade. "É o cooperar, construir junto, ter a cooperativa como um braço direito no que a gente precisar", destaca.


Lilian Kungel sentada em um banco de madeira em jardim

Participação feminina no campo também aparece na história de Lilian Kungel, cooperada em Campo Mourão (PR). Filha de agricultores, ela nasceu e cresceu no meio rural, acompanhando os pais nas atividades da propriedade

Lilian Kungel apoiada na porta do carro, à beira de uma lavoura

Lilian atua em diferentes etapas da produção, com assistência técnica da Coamo desde o planejamento da safra até a entrega, e também opera máquinas como plantadeira e colheitadeira

A participação feminina no campo também aparece na história de Lilian Kungel, cooperada em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. Filha de agricultores, ela nasceu e cresceu no meio rural, acompanhando os pais nas atividades da propriedade. Atualmente, participa, ao lado dos irmãos, do processo de sucessão, enquanto os pais continuam atuantes. "Eu nasci e cresci em um ambiente rural e tenho a essência do agro. Os meus pais já vêm de uma geração familiar e incluíram nós, os filhos", conta Lilian.

Na propriedade, a família cultiva soja, milho, aveia e trigo. Lilian acompanha os processos de produção e conta com a assistência técnica da Coamo desde o planejamento da safra até a colheita e a entrega da produção. Ela participa dos diferentes processos e opera máquinas agrícolas, como plantadeira e colheitadeira. "Desde pequena, meu pai sempre nos ensinou os processos diários na propriedade e nós estamos dando continuidade nesse trabalho. Essa sucessão, nosso legado, é da agricultura. Adotamos várias tecnologias, e a parceria com a Coamo é muito importante, porque sempre está em todos os processos", explica.

Para Lilian, a sucessão envolve a participação dos filhos na rotina da propriedade e a transmissão de valores e princípios. Ela relaciona esse processo ao cultivo de uma lavoura, desde o lançamento da semente no solo até a colheita. "A participação familiar é muito importante, porque os pais devem mostrar para os filhos os valores e os princípios. É como plantar uma semente no solo sem saber quando vai brotar, como vai ser a colheita. Mas, a natureza se encarrega de cumprir esse propósito", destaca.

A participação de Lilian também se estende às atividades voltadas às mulheres no cooperativismo. Ela já participou de cursos e programas da Coamo, entre eles o Mulher Atual e o Mulheres que Semeiam. Segundo ela, a experiência contribuiu para ampliar a percepção sobre seu papel na propriedade, na família e na formação dos filhos. "A partir desses cursos eu vi que tenho um papel importante na propriedade, na minha família e com os meus filhos", relata.

O envolvimento com outras mulheres também faz parte da atuação de Lilian. Ela participa de grupos de mulheres cooperadas. "Eu amo estar com as pessoas, porque por meio das pessoas existe a comunicação, a conexão e, com certeza, o sucesso para todas as mulheres. Nós temos um papel muito importante e fundamental", diz.

A relação da família com a Coamo acompanha a trajetória de Lilian no campo. O pai já era cooperado quando ela nasceu. "A Coamo é uma cooperativa que semeia com confiança e cultiva a parceria com os cooperados. E, por meio disso, podemos ter uma colheita de prosperidade", diz.

Para Lilian, a sucessão representa a continuidade do trabalho da família e a preparação das próximas gerações. "É importante buscar o equilíbrio e alcançar o propósito. Cada família deixa um legado, e eu quero deixar o meu. Quero marcar gerações e quero que transborde na vida dos meus filhos e nas próximas gerações. A sementinha que foi lançada com muito amor, porque plantar é um ato de amor", ressalta.

Segundo o gerente da Coamo em Guarapuava, Marlon Costa, a participação das mulheres vem crescendo no agronegócio. "As mulheres já têm o seu protagonismo dentro da atividade agropecuária e exercem funções em diferentes áreas", afirma Costa.

Essa participação envolve cooperadas, esposas e filhas de cooperados. Para Costa, a ampliação da presença feminina também está relacionada aos espaços de formação, informação e participação oferecidos pela cooperativa. O gerente explica, por exemplo, as ações do Núcleo Feminino, que atua paralelamente ao Comitê Educativo e possibilita a participação das mulheres em discussões relacionadas à cooperativa e às propriedades. "Com o Núcleo Feminino, as mulheres também participam ativamente da gestão da cooperativa, trazendo informações e reivindicando melhorias para a gestão das propriedades", explica Costa.

Na avaliação do gerente, esses espaços contribuem para aproximar as mulheres das atividades da cooperativa e ampliar a participação nas decisões relacionadas ao meio rural. A atuação também permite que demandas das propriedades sejam apresentadas e discutidas dentro da estrutura cooperativista. "Não é só o processo de sucessão da propriedade. Os programas disponibilizados também fazem parte do processo de continuidade da própria Coamo", ressalta Costa.

atuação feminina


Mariely Biff durante palestra sobre comunicação
Mariely Biff destaca a presença feminina na produção, na gestão e nas decisões das propriedades e a importância da formação e do cooperativismo

Para Mariely Biff, especialista em sucessão e liderança, comunicação, desenvolvimento pessoal e governança em negócios familiares e coordenadora do Mulheres que Semeiam, a participação feminina no agronegócio ocorre em diferentes frentes da atividade. As mulheres estão na produção, administração, planejamento e nas decisões das propriedades, além de participarem de espaços de formação e do cooperativismo. A mudança também está relacionada ao acesso à informação e à qualificação. Ao buscar conhecimento técnico, cursos, graduação e treinamentos, elas ampliam a compreensão sobre a atividade rural e passam a atuar em diferentes áreas do negócio. "Sem dúvida, um curso que amplia a visão sobre o papel da mulher no agronegócio nos faz entender o valor de dividir experiências e construir juntas um futuro mais forte", pondera Mariely.

A especialista também destaca a importância dos espaços criados para a participação feminina. No Mulheres que Semeiam, por exemplo, os conteúdos abordam temas relacionados à gestão, liderança, comunicação, desenvolvimento pessoal e cooperativismo, além de questões ligadas à sucessão. Segundo ela, a proposta é reunir mulheres com diferentes experiências e realidades para que possam compartilhar conhecimentos e ampliar a visão sobre o próprio papel dentro da propriedade e da cooperativa.

Ela ressalta ainda que a participação também se estende aos espaços do cooperativismo, onde as mulheres podem acompanhar as atividades da organização, buscar informação, trocar experiências e participar das discussões relacionadas à propriedade e à cooperativa.

A participação das mulheres na gestão das propriedades rurais envolve decisões, organização financeira, planejamento e a construção de relações familiares que contribuam para a continuidade dos negócios. Liana Faccio Iaguszeski, cooperada em Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina, e Tenile Lovo Ferronatto, de Palmas, Sudoeste do Paraná, participam das mais recentes turmas do programa Mulheres que Semeiam.

Liana Faccio Iaguszeski com o esposo Marcos e os filhos, em frente a um painel do evento Mulheres que Semeiam

Liana Faccio Iaguszeski, de Ipuaçu (SC), com o esposo Marcos e os filhos: "O agro é uma empresa e precisamos ter tudo muito bem controlado para conseguir progredir"

Tenile Lovo Ferronatto em frente a um painel do evento Mulheres que Semeiam

Para Tenile Lovo Ferronatto, de Palmas (PR): iniciativas voltadas especificamente às mulheres contribuem para ampliar a participação feminina no agronegócio

Liana assumiu a gestão da propriedade após a morte do pai e vivenciou o processo de sucessão em um momento de dificuldade para a família. A experiência reforçou a importância de preparar as próximas gerações para a continuidade dos negócios. "Eu aprendi, na dificuldade e na dor, a fazer a sucessão", relata.

Mãe de filhos ainda pequenos, Liana já pensa no futuro como um processo que deve ser construído com antecedência e respeitando o interesse da nova geração. "O agro é uma empresa e precisamos ter todos os detalhes, os ajustes finos, tudo muito bem controlado para conseguir progredir."

Para Liana, a experiência no Mulheres que Semeiam também se conecta à trajetória da família com o cooperativismo. Ela conheceu o marido no programa Jovens Líderes Cooperativistas da Coamo e atribui à cooperativa parte da construção da história familiar. "Começamos em um curso dentro da cooperativa, então acho que realmente a cooperativa nos uniu", conta.

A relação da família com a Coamo também remonta à geração anterior. O pai de Liana já era cooperado e, segundo ela, encontrou no cooperativismo uma fonte de aprendizado e desenvolvimento. Para a cooperada, a continuidade dessa relação passa pela troca de conhecimento e pela união entre as famílias. "A cooperativa vem a somar, e o cooperativismo também, ao unir forças, ajudar uns aos outros, aprender com as dificuldades e estar sempre se apoiando."

Tenile Lovo Ferronatto também destaca a importância de estabelecer momentos formais de conversa e decisão. Segundo ela, questões relevantes muitas vezes acabam sendo discutidas em situações informais, e podem não receber a atenção necessária.

Na propriedade, Tenile e os irmãos trabalham para aprimorar a organização financeira, com a separação das despesas da família e do negócio e o acompanhamento dos custos de cada atividade e equipamento. A experiência no Mulheres que Semeiam, segundo ela, confirmou que a família está avançando nessa direção. "Quanto mais profissionalizarmos a gestão e separarmos as despesas, melhor conseguiremos visualizar os resultados", afirma.

Para Tenile, iniciativas voltadas especificamente às mulheres contribuem para ampliar a participação feminina no agronegócio. Ela observa que, durante muito tempo, as oportunidades de capacitação e participação em eventos estiveram mais concentradas nos homens, reflexo de uma cultura tradicional do setor. "Hoje vejo as mulheres muito mais ativas na gestão dos negócios. Muitas têm, além de vontade, capacidade para contribuir na gestão das propriedades e das fazendas."


Encontro de Mulheres da Coamo realizado em Toledo (PR), com centenas de cooperadas, esposas e filhas de cooperados

Coamo está realizando uma série de encontros com mulheres em sua área de ação, no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Na foto, evento realizado em Toledo (PR), para cooperadas, esposas e filhas de cooperados da região Oeste do Estado

Irmgarda Genz, de 86 anos, participou do Encontro de Mulheres da Coamo, realizado em Toledo, no Oeste do Paraná. Moradora de Nova Santa Rosa, ela acompanhou a nora, Neusa, e a neta, Andressa, em um momento que reuniu mais de 500 mulheres para tratar de temas relacionados à participação feminina, à atividade rural e ao cooperativismo.

Aos 86 anos, ela viveu uma realidade diferente da atual no campo. O trabalho era realizado de forma manual e as atividades exigiam outras condições de produção. Segundo ela, a participação feminina também mudou. Irmgarda lembra que, no passado, era comum a ideia de que o espaço da mulher estava restrito à casa. "Antigamente não era assim. As mulheres estão ocupando outros espaços, inclusive no campo e nas atividades relacionadas à produção rural."

Neusa procura manter a sogra integrada às atividades da família. Para ela, estar no evento é uma forma de compartilhar experiências e manter a convivência entre as gerações. Segundo Neusa, a participação também permite que a sogra continue recebendo conhecimento. "É ótimo, sempre tem aprendizado novo."

Irmgarda Genz, a nora Neusa e a neta Andressa, três gerações da família Genz reunidas no Encontro de Mulheres, em Toledo (PR)

Três gerações da família Genz reunidas no Encontro de Mulheres: Irmgarda, de 86 anos, ao lado da nora, Neusa, e da neta, Andressa, em Toledo (PR)

Para ela, a participação feminina representa uma mudança na forma como as mulheres conduzem a própria vida e administram questões relacionadas à propriedade e aos negócios. "É um orgulho ver que as mulheres deixaram de ser submissas e aprenderam a cuidar de outras atividades, do dinheiro, da lavoura, dos negócios", comenta.

A terceira geração da família presente no encontro é representada por Andressa. Psicóloga, ela atua profissionalmente fora da propriedade rural, mas acompanha a trajetória da família e reconhece a influência da mãe e da avó em sua formação. Para Andressa, as duas foram referências na construção de sua autonomia e nas escolhas profissionais. "Eu tenho orgulho delas. Sempre tive minha mãe e minha avó como exemplos", conta. Segundo ela, as duas incentivaram os estudos e reforçaram a importância de poder escolher o próprio caminho. "Você vai estudar, você vai poder escolher o que você quer ser", lembra, ao reproduzir uma orientação que recebeu da família.

Andressa destaca que a trajetória das gerações da família mostra mudanças na forma como as mulheres participam das decisões e constroem seus caminhos. Para ela, a possibilidade de escolher representa uma mudança importante para mulheres que, em outras épocas, tiveram menos autonomia. "Quem não podia escolher agora pode", resume.

atuação feminina


Público feminino reunido em encontro de mulheres promovido pela Coamo

Encontro das mulheres têm como objetivo ampliar a participação feminina no cooperativismo, promover a troca de experiências e levar informações sobre temas relacionados à atividade rural, gestão e desenvolvimento pessoal

Participar de eventos da Coamo ao lado de diferentes gerações da família foi, para dona Eloi Scheid, de Toledo, uma oportunidade de convivência e aprendizado. Acompanhada da nora, Cristiana, e da neta, Flavia, ela participa das atividades voltadas às mulheres. Mesmo com as diferenças de idade e de experiências entre as três, a família encontra nesses momentos um espaço para compartilhar conhecimento e acompanhar assuntos relacionados ao cooperativismo e à vida no campo.

Cristiana destaca a importância de acompanhar a sogra nos eventos da Coamo. Para ela, estar presente representa uma forma de acompanhar as ações da cooperativa e ampliar o conhecimento sobre o cooperativismo. A relação com a cooperativa, segundo Cristiana, também foi construída a partir da convivência com a sogra. "Na verdade, eu aprendi com a sogra. Então é muito gratificante estar junto sempre com ela, como cooperada também, e sempre aprendendo a cooperar", explica.

A terceira geração da família é representada por Flavia, que acompanha a mãe e a avó nas atividades. Mais jovem, ela encontra nos eventos da cooperativa uma oportunidade para conhecer novos assuntos e relacioná-los à realidade das mulheres e do meio rural. "Participar amplia o conhecimento e permite refletir sobre situações que podem fazer parte da realidade de diferentes gerações", frisa. Estar com a mãe e a avó também permite observar como cada geração acumulou experiências diferentes. Flavia identifica que os ensinamentos recebidos de cada uma são parte da formação que leva para a próxima etapa da vida. "Minha avó passou por uma coisa, minha mãe passou por outra e eu vou passar por momentos diferentes. Sempre é um aprendizado diferente e dentro da cooperativa também a mesma coisa", conclui.

Eloi Scheid ao lado da nora Cristiana e da neta Flavia

Eloi Scheid, de Toledo, participa das atividades da Coamo ao lado da nora, Cristiana, e da neta, Flavia, em momentos de convivência, aprendizado e troca de experiências

Para o gerente da Coamo em Toledo, Celso Paggi, a participação feminina demonstra o interesse pelas atividades promovidas pela cooperativa e cria um espaço de convivência entre diferentes famílias. "Esse evento é muito importante para aproximar a cooperativa e a família do nosso cooperado", destaca.

Para Paggi, a participação conjunta mostra que a atividade alcança diferentes gerações e permite que o conhecimento e as experiências sejam compartilhados entre elas. "Nós temos várias idades de pessoas participando. Porém, todas com a mesma animação", relata.

Embora o encontro de mulheres cooperativistas tenha uma programação específica, a participação feminina é estimulada durante todo o ano em diferentes iniciativas da Coamo. De acordo com Paggi, a cooperativa desenvolve ações voltadas à educação, à informação e ao desenvolvimento dos cooperados e dos familiares. "A Coamo tem levado muitas informações para os cooperados. Um dos princípios do cooperativismo é justamente esse. Além do relacionamento comercial, temos o pessoal que ajuda no desenvolvimento do nosso quadro social", destaca.

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