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Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi a introdução da soja em sua propriedade, quando a cultura ainda era novidade na região. Mesmo diante de incertezas, decidiu apostar. O resultado surpreendeu: uma produtividade expressiva que não apenas garantiu retorno financeiro, mas também despertou o interesse de outros produtores.
A partir daí, a propriedade evoluiu. Com organização, parcerias e muito trabalho, a família ampliou as atividades, diversificou culturas e consolidou a presença na agricultura regional. A história de seu Raimundo se mistura, assim, com o próprio desenvolvimento do campo no Paraná.
Outro fator fundamental do sucesso da sua jornada foi o cooperativismo. Desde cedo, seu Raimundo encontrou nesse modelo a segurança, o apoio e as condições mais justas para produzir e comercializar. A chegada da Coamo à região em 1995, reforçou ainda mais a confiança. Para ele, a cooperativa representa estabilidade e credibilidade. “É uma maravilha”, resume, ao reforçar a importância de ter a cooperativa ao seu lado, especialmente em momentos desafiadores.
Essa percepção é compartilhada pelo filho, que destaca ganhos concretos. “Aqui a gente tem uma assistência completa e tem segurança nas negociações, temos agilidade nos pagamentos e nos benefícios financeiros, e isso é uma coisa muito positiva que valoriza o cooperativismo e nos deixa muito felizes”, assegura José Pereira.
O legado de seu Raimundo está nos valores e na sua persistência sem nunca desistir dos seus objetivos. O filho José resume com simplicidade a integridade do pai. “Ao longo da vida, ele fez questão de agir com honestidade, ajudar quem precisava e construir relações baseadas na confiança. Ele trabalhou a vida inteira e nunca enganou ninguém.”
Questionado sobre o segredo para chegar aos 102 anos com lucidez e disposição, seu Raimundo não fala de fórmulas ou receitas. Para ele, o essencial está na forma de viver: manter a mente tranquila, evitar pensamentos negativos e ajudar o próximo sempre que possível. “Se pode ajudar, ajude. Se não pode, seja sincero”, ensina.
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Certificado de participação do primeiro curso de soja-trigo promovido pela Acarpa, em Sertanópolis (PR)
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Seu Raimundo, 102 anos de idade, e uma vida dedica à agricultura
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