Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 566 | Março de 2026 | Campo Mourão - Paraná

UNIDADES

Coamo, dois anos em Sonora, no MS


Cooperados destacam segurança na comercialização, assistência técnica e acesso aos serviços da cooperativa

Vista aérea das instalações da Coamo em Sonora, MS

A presença da Coamo em Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul, completa dois anos com crescimento na participação dos produtores e ampliação do relacionamento com o cooperativismo. Nesse período, a cooperativa passou a oferecer um conjunto de serviços que inclui recebimento de grãos, assistência técnica, fornecimento de insumos e suporte à gestão da atividade rural. Para os cooperados, a chegada da Coamo trouxe mais segurança na entrega da produção, centralização das operações e acesso aos benefícios do modelo cooperativista.

Entre os produtores que acompanham essa trajetória está o cooperado Eder Cristian Queiroz Serrou da Silva, que trabalha com o pai, Edson, em um sistema de integração lavoura-pecuária. A propriedade cultiva soja e utiliza braquiária após a colheita para manejo do gado, com foco na produtividade da lavoura e na manutenção da cobertura do solo.

Eder Cristian Queiroz e o pai Edson encostados em uma cerca na propriedade rural

Eder Cristian Queiroz e o pai Edson, cooperados trabalham com a Coamo desde a chegada da cooperativa na região

Segundo ele, a família iniciou na agricultura há cinco anos e busca adotar práticas de manejo que contribuam para a sustentabilidade do sistema produtivo. Nesse processo, destaca o apoio recebido da cooperativa. "A Coamo tem todo um conjunto de tecnologias que somam na propriedade, seja em insumos, assistência técnica ou estrutura de armazenagem. Esse conjunto oferece segurança para trabalhar", afirma Silva.

O cooperado também destaca a facilidade de concentrar as operações em um único local. Antes, os produtores precisavam adquirir insumos em empresas diferentes e entregar a produção em outros armazéns. Com a presença da cooperativa em Sonora, a rotina passou a ser centralizada. "Concentramos tudo na cooperativa. A gente sabe que os produtos vão ser entregues, que a soja será bem armazenada e que existe liquidez. Isso facilita também a gestão da propriedade", explica.

Médico veterinário, Eder acompanha de perto o trabalho da assistência técnica. Ele relata que o engenheiro agrônomo da unidade visita a propriedade com frequência e discute os manejos adotados na lavoura. "A gente conversa sobre as possibilidades de manejo e busca alinhar o melhor caminho para a lavoura, junto com a consultoria que já utilizamos", diz.

Na avaliação da família, a parceria com a cooperativa tem contribuído para dar mais estabilidade ao negócio agrícola. "Trabalhar com a Coamo tem sido uma ferramenta importante. Segurança hoje é um fator essencial para desenvolver um bom trabalho no campo", afirma.

Outro cooperado da unidade é João Marcelo Pretel Basso, que já mantinha vínculo com a Coamo em São Gabriel do Oeste antes da instalação da unidade em Sonora. Ele relata que, até então, precisava transportar a produção por cerca de 200 quilômetros para entregar. Com a estrutura mais próxima da propriedade, o processo se tornou mais simples. "Facilitou muito. Tinha que ir até São Gabriel do Oeste, e agora está praticamente dentro de casa. Isso reduz o frete e evita que a gente precise se afastar da rotina da fazenda", relata.

Quatro homens conversando em uma plantação de soja

Elvis Cavalcante da Costa, engenheiro agrônomo, Eder e Edson, cooperados, e Laércio Stabille Junior, gerente da Coamo em Sonora

Retrato do cooperado João Marcelo Pretel Basso

João Marcelo Pretel Basso: "A presença da Coamo traz assistência técnica e outra forma de relacionamento com o cooperado"

A ligação da família com a cooperativa também vem de gerações anteriores. Os avós do produtor foram cooperados na região de Campo Mourão, no Paraná. "Minha família é de perto de Campo Mourão e sempre teve ligação com a Coamo. A gente conhece a cooperativa há muito tempo e sabe da responsabilidade que tem com os produtores", afirma.

Para ele, além da logística, o modelo cooperativista amplia as opções de atendimento aos produtores da região. "Antes da chegada das cooperativas havia basicamente revendas. A presença da Coamo traz assistência técnica e outra forma de relacionamento com o cooperado", diz.

O gerente da Coamo em Sonora, Laércio Stabille Junior, acompanha a implantação da cooperativa na região desde o início das operações. Segundo ele, o principal desafio foi apresentar aos produtores o modelo de trabalho da cooperativa e a cultura do cooperativismo. "Quando a Coamo chega em uma região nova, é preciso apresentar a cooperativa ao produtor e mostrar o que pode oferecer. Esse foi o principal desafio inicial", explica.

De acordo com o gerente, ao longo dos dois primeiros anos a cooperativa registrou adesão crescente dos produtores. "Os produtores começaram a entender melhor o pacote de serviços que a Coamo oferece e a participação foi aumentando ao longo do tempo", afirma.

A unidade opera atualmente com capacidade de recebimento de 37,2 mil toneladas e conta com 25 funcionários. Parte da estrutura ainda funciona em instalações arrendadas, enquanto novos investimentos seguem em avaliação pela diretoria da cooperativa. Para o gerente, a evolução da participação dos cooperados já demonstra a consolidação da presença da cooperativa na região. "O produtor percebeu que a Coamo pode atender as necessidades da fazenda com um conjunto completo de serviços. Muitos já ampliaram a participação e outros estão avançando gradualmente nesse processo", afirma.

Segundo ele, o retorno dos cooperados tem sido positivo, principalmente em relação ao modelo de atendimento da cooperativa. "Os produtores entenderam que a cooperativa tem um perfil diferente e que esse modelo atende de forma mais ampla o produtor. Esse tem sido o principal retorno que recebemos deles", conclui.

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