|
Agricultor, Paulo Chiconatto, com o engenheiro agrônomo da Coamo em Cambé, Andrew Akihito Ouchita Gomes
Um novo ciclo no campo
Chegada da Coamo ao Norte do Paraná amplia acesso a serviços, reforça a segurança na comercialização da produção e insere os produtores em um modelo de cooperativismo baseado em resultado e assistência técnica contínua
A colheita da safra de soja no Norte do Paraná marca também o início efetivo das operações da Coamo na região, com recebimento de produção, atendimento técnico e estrutura voltada à comercialização já em funcionamento. A presença da cooperativa passa a integrar a rotina dos produtores, que iniciam o relacionamento em meio ao período mais intenso do calendário agrícola, enquanto avaliam, na prática, os serviços oferecidos.
Paulo Chiconatto, de Cambé
O agricultor Paulo Chiconatto, de Cambé, relata que a chegada da cooperativa era aguardada há anos na região. Segundo ele, a decisão de iniciar o relacionamento ocorre a partir da reputação construída pela Coamo em outras regiões. “A expectativa é de ser uma cooperativa boa para trabalhar, com credibilidade. A gente espera bons preços, confiança na entrega e nas negociações, além do retorno das sobras no fim do ano”, afirma. O produtor já iniciou os primeiros contatos, realizou entregas para avaliação e encaminhou a documentação para associação. “A gente começou a trabalhar para ir conhecendo. A tendência é aumentar essa movimentação com o tempo”, completa.
A atual safra, no entanto, apresenta variações de produtividade em função das condições climáticas. Em algumas áreas, os rendimentos alcançam cerca de 66 sacas por hectare, enquanto em outras ficam próximos de 45. “A seca de janeiro foi determinante. Choveu pouco no período mais importante, o que afetou bastante o resultado”, explica. Nesse cenário, a expectativa em relação à assistência técnica ganha relevância. “Hoje falta acompanhamento em algumas situações. A gente espera que a Coamo esteja presente no campo, orientando. Isso pode fazer diferença no resultado”, diz.
Guy Mitsuyuki Tsumanuma, de Assaí
O engenheiro agrônomo da Coamo em Cambé, Andrew Akihito Ouchita Gomes, afirma que a chegada da cooperativa tem sido acompanhada por interesse dos produtores, mesmo em um momento de alta demanda no campo. “Existe uma receptividade grande. Muitos já ouviram falar da Coamo, mas ainda estão conhecendo de perto como funciona o trabalho”, explica. Segundo ele, a operação já está estruturada para atender à safra. “Estamos com equipe técnica, operacional e administrativa preparada. Já recebemos um volume significativo de soja desde o início das atividades”, informa.
O processo de associação também está em andamento. “Temos uma quantidade relevante de propostas de produtores interessados. É um movimento que tende a crescer após a colheita, quando o produtor terá mais tempo para avaliar e formalizar a entrada na cooperativa”, observa. A expectativa, segundo Gomes, é de intensificação do trabalho nos próximos meses, com foco na assistência técnica e no planejamento das próximas safras. “O trabalho inicial foi de aproximação e apresentação. Agora, vamos avançar para um acompanhamento mais detalhado nas propriedades”, afirma.
Em Assaí, o produtor Guy Mitsuyuki Tsumanuma destaca a chegada da cooperativa como uma alternativa em um cenário de incertezas na agricultura. “A gente esperava por essa estrutura. É uma cooperativa grande, sólida, e isso traz segurança para o produtor”, afirma. Parte da produção já está sendo destinada à Coamo. “É importante cumprir o que foi acordado, mas também buscar segurança para o futuro. Saber onde entregar e que vai receber depois faz diferença”, diz.
Guy Mitsuyuki Tsumanuma com a equipe da Coamo em Assaí: Marcelo Santana, supervisor Técnico, Douglas Cardoso Peinado, supervisor de Fornecimento de Insumos Agrícolas, e Marco Aurélio Marques da Silva, gerente do entreposto
Para ele, a assistência técnica é um dos pontos centrais da parceria. “Hoje existe muita informação disponível, mas nem sempre com qualidade. O acompanhamento técnico consistente é essencial para tomar decisões melhores e alcançar bons resultados”, avalia. Sobre a safra atual, o produtor relata um ciclo marcado por irregularidade climática. “Tivemos excesso de chuva no início, depois um período seco em janeiro, que é decisivo para o enchimento de grãos. Isso impactou bastante a produtividade”, explica.
O engenheiro agrônomo, Marcelo Santana, da Coamo em Assaí, afirma que o trabalho inicial está concentrado no contato com produtores e na apresentação dos serviços da cooperativa. “Nosso foco é mostrar as fortalezas da Coamo, principalmente na assistência técnica, que é uma demanda identificada na região”, destaca. Segundo ele, a receptividade tem sido positiva. “Os produtores demonstram interesse e reconhecem a seriedade da cooperativa na condução da produção”, afirma.
A unidade já iniciou o recebimento da safra de soja, com as primeiras cargas registradas na segunda quinzena de fevereiro. “A colheita começou um pouco mais tarde em relação a outras regiões, mas já estamos recebendo e esse volume tende a crescer”, explica. Paralelamente, o trabalho acompanha a implantação da segunda safra. “O milho safrinha já está sendo plantado, e a presença da Coamo nesse momento é importante para fortalecer o acompanhamento técnico e a relação com o produtor”, diz.
|