Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 566 | Março de 2026 | Campo Mourão - Paraná

EXPANSÃO

Diretoria da Coamo se reúne com produtores do Norte do Paraná

Encontros foram realizados em Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cambé e Sabáudia, onde a cooperativa passou a atuar após adquirir unidades na região

Público de produtores rurais acompanhando a reunião com a diretoria

Nos encontros, a diretoria apresentou um panorama das atividades da Coamo, incluindo assistência técnica, fornecimento de insumos, recebimento de produção, comercialização e as soluções financeiras oferecidas pela Credicoamo

A diretoria da Coamo realizou uma série de reuniões com produtores rurais da região Norte do Paraná para apresentar a cooperativa, os produtos, serviços e a forma de atuação baseada no cooperativismo. Os encontros ocorreram nos municípios de Bela Vista do Paraíso, Cambé, Assaí e Sabáudia, onde a Coamo passou a atuar após adquirir unidades na região. Cada reunião reuniu cerca de 200 produtores, interessados em conhecer o funcionamento e as possibilidades de relacionamento com a cooperativa.

Durante os encontros, a diretoria apresentou um panorama das atividades da Coamo, incluindo assistência técnica, fornecimento de insumos, recebimento de produção, comercialização e as soluções financeiras oferecidas pela Credicoamo. Também foram abordados aspectos do modelo cooperativista adotado pela instituição e a estrutura disponível nas unidades adquiridas, que já estão atendendo os produtores locais.

O presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, afirma que as reuniões demonstraram uma recepção positiva dos produtores. Ele reforça que os encontros tiveram o objetivo de apresentar a cooperativa e explicar o funcionamento do sistema de trabalho. “Fizemos um apanhado geral, falamos de cooperativismo e de todas as áreas da Coamo. O objetivo foi mostrar a cooperativa e como ela trabalha”, diz.

Gallassini observa que a região apresenta forte atividade agrícola, com grande presença de lavouras. “É uma região muito produtiva e isso faz com que o nosso sistema de trabalho tenha boa aceitação entre os produtores”, afirma. Ele acrescenta que a cooperativa chega à região com estrutura e capacidade de atendimento. “Entramos com força total, com condições de prestar serviços desde a assistência técnica até a introdução de novas tecnologias e o recebimento da produção. As instalações adquiridas permitem fazer um bom trabalho.”

O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, relata que a cooperativa já percebia interesse dos produtores desde o anúncio da aquisição das unidades. Segundo ele, agricultores procuraram a cooperativa em Campo Mourão em busca de informações sobre associação e entrega de produção. De acordo com Galinari, a participação nas reuniões confirmou essa expectativa. “Logo de início vimos uma participação muito grande dos produtores locais. Eles ouviram da diretoria a forma como a Coamo trabalha, com abertura e transparência. Nossa expectativa foi superada.”

Entre os produtores presentes nas reuniões, a chegada da cooperativa é vista como uma nova alternativa de relacionamento cooperativista. A produtora rural Ângela D’Agostini, de Sabáudia, afirma que acompanha a trajetória da cooperativa e considera positiva a presença da Coamo na região. “A gente conhece um pouco da história da cooperativa e espera que traga mais conhecimento e oportunidades de negócio”, diz.

Segundo ela, a atuação de uma cooperativa também tem reflexos para além da atividade agrícola. “A cooperativa não abrange apenas o agronegócio, mas a comunidade como um todo. O município tem a ganhar com isso”, afirma.

Em Bela Vista do Paraíso, o agricultor Cesar da Silva comenta que a presença da cooperativa amplia as possibilidades para os produtores da região. Segundo ele, a chegada da Coamo ocorre em um período em que o produtor enfrenta desafios na atividade. “A Coamo vem para somar e trazer mais tranquilidade”, frisa.

Para ele, a atuação da cooperativa envolve diferentes áreas de apoio. “A Coamo oferece insumos, assistência técnica, crédito e apoio na comercialização. Isso ajuda o produtor a ter mais opções e organização na atividade”, diz.

Ângela D

Ângela D’Agostini, de Sabáudia

César da Silva

César da Silva, de Bela Vista do Paraíso

Danilo Marques Bordini

Danilo Marques Bordini, de Cambé

Júlio Akira Koyama

Júlio Akira Koyama, de Assaí

Reunião em Assaí

Assaí

Reunião em Bela Vista do Paraíso

Bela Vista do Paraíso

Reunião em Cambé

Cambé

Reunião em Sabáudia

Sabáudia

Silos da Unidade de Assaí

Assaí

Silos da Unidade de Bela Vista do Paraíso

Bela Vista do Paraíso

O produtor rural Danilo Marques Bordini, de Cambé, também participou das reuniões e avalia que a presença da cooperativa amplia as alternativas para o setor. Ele observa que a atividade agrícola tem enfrentado momentos de instabilidade. “A chegada da Coamo traz mais uma opção para entregar a produção e adquirir insumos”, afirma.

Bordini tem relação antiga com a cooperativa. Médico veterinário de formação, ele trabalhou anteriormente em unidades da Coamo e agora acompanha a chegada da cooperativa à região como produtor rural. “Conheço a cooperativa e a forma como ela trabalha. Agora, como produtor, espero continuar essa relação”, diz. Ele destaca ainda o conjunto de serviços oferecidos aos cooperados. “Não é apenas a entrega da produção. Existe assistência técnica, programas e todo um sistema de apoio.”

Em Assaí, o produtor Júlio Akira Koyama destaca a importância do cooperativismo para a atividade agrícola. Segundo ele, a experiência com cooperativas faz parte de sua trajetória no campo. “O produtor precisa de uma cooperativa. O cooperativismo é do produtor”, afirma. Koyama relata que, ao longo dos anos, produtores da região enfrentaram dificuldades em negociações com empresas privadas. Para ele, o modelo cooperativista oferece outra forma de organização. “Quando o produtor entrega a produção em uma cooperativa, ele participa do processo. Isso faz diferença para quem produz.”

O gerente da Coamo em Cambé, Waldeci Schinemann, ressalta que a cooperativa intensificou o diálogo com produtores desde o anúncio da chegada à região. “Estamos trabalhando de forma intensa nesse contato inicial”, afirma. Ele acrescenta que muitos produtores da região já conheciam a Coamo por meio de propriedades localizadas em outras áreas de atuação da cooperativa. “Temos produtores que moram na região e já são cooperados porque possuem propriedades em áreas onde a Coamo atua. Isso ajuda a ampliar o conhecimento sobre o trabalho da cooperativa.”

Autoridades municipais também acompanharam os encontros. O prefeito de Bela Vista do Paraíso, Fabrício Pastore, afirma que a chegada da cooperativa representa uma nova fase para o município. Segundo ele, o setor agrícola tem papel central na economia local, especialmente na produção de soja e milho. “O produtor precisa de segurança na comercialização e na compra de insumos. A chegada da cooperativa amplia essas possibilidades”, afirma. Pastore também destaca que a presença da Coamo gera impactos na economia local, com geração de empregos e movimentação econômica.

Em Sabáudia, o prefeito Edson Hugo Manueira, também avalia que a presença da cooperativa fortalece a atividade agrícola no município. Ele observa que a economia local tem forte ligação com o campo e que a chegada da cooperativa amplia o suporte aos produtores. “Nosso município é agrícola e a cooperativa vem para fortalecer essa atividade. Estamos à disposição para trabalhar em conjunto e apoiar o desenvolvimento da atividade agrícola.”

Silos da Unidade de Cambé

Cambé

Silos da Unidade de Sabáudia

Sabáudia

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Vista aérea da Unidade de Beneficiamento de Sementes em Tamarana

Coamo efetivou a aquisição de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), em Tamarana

Novos investimentos

A Coamo anunciou a formalização de um acordo com a Belagrícola para a prestação de serviços a produtores rurais em municípios do Norte e dos Campos Gerais do Paraná, incluindo Alvorada do Sul, Primeiro de Maio, Sertanópolis, Ibiporã, Irerê (distrito de Londrina), Tamarana, Mauá da Serra, Tibagi, Imbituva e Teixeira Soares. Em outra negociação, a cooperativa efetivou a aquisição de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Tamarana. A iniciativa integra o planejamento de expansão da cooperativa, com foco no fortalecimento operacional e na ampliação do atendimento aos cooperados.

O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, afirma que a entrada em novas áreas de atuação marca um momento relevante na trajetória da cooperativa, caracterizado pela ampliação da presença geográfica em uma única etapa. “Iniciamos uma nova fase, com a expansão para uma região onde ainda não atuávamos, em um movimento planejado e alinhado à visão de longo prazo da cooperativa”, diz.

Segundo Galinari, a estratégia contempla não apenas a instalação de estruturas, mas a consolidação de um modelo de atendimento baseado na proximidade com o produtor. “A proposta envolve oferecer suporte técnico, segurança nas operações e um sistema cooperativista estruturado, permitindo que a Coamo atue de forma consistente junto aos produtores locais”, afirma.

A ampliação da presença ocorre por meio da incorporação de unidades operacionais e da formalização de contratos de prestação de serviços, o que, conforme Galinari, possibilita uma atuação organizada e com capacidade de crescimento. “Esse formato permite iniciar as atividades de maneira estruturada, acompanhando o desenvolvimento da produção nas regiões atendidas”, explica.

Outro aspecto considerado pela Coamo é o histórico da região Norte do Paraná, que apresenta desafios no setor agrícola. Nesse contexto, a cooperativa aponta a importância da construção de relações baseadas em confiança e previsibilidade. “Nosso papel envolve garantir estabilidade nas operações e estabelecer parcerias de longo prazo com os produtores”, diz o presidente Executivo.



Agricultor e engenheiro agrônomo em meio à lavoura de soja

Agricultor, Paulo Chiconatto, com o engenheiro agrônomo da Coamo em Cambé, Andrew Akihito Ouchita Gomes

Um novo ciclo no campo

Chegada da Coamo ao Norte do Paraná amplia acesso a serviços, reforça a segurança na comercialização da produção e insere os produtores em um modelo de cooperativismo baseado em resultado e assistência técnica contínua

A colheita da safra de soja no Norte do Paraná marca também o início efetivo das operações da Coamo na região, com recebimento de produção, atendimento técnico e estrutura voltada à comercialização já em funcionamento. A presença da cooperativa passa a integrar a rotina dos produtores, que iniciam o relacionamento em meio ao período mais intenso do calendário agrícola, enquanto avaliam, na prática, os serviços oferecidos.

Paulo Chiconatto

Paulo Chiconatto, de Cambé

O agricultor Paulo Chiconatto, de Cambé, relata que a chegada da cooperativa era aguardada há anos na região. Segundo ele, a decisão de iniciar o relacionamento ocorre a partir da reputação construída pela Coamo em outras regiões. “A expectativa é de ser uma cooperativa boa para trabalhar, com credibilidade. A gente espera bons preços, confiança na entrega e nas negociações, além do retorno das sobras no fim do ano”, afirma. O produtor já iniciou os primeiros contatos, realizou entregas para avaliação e encaminhou a documentação para associação. “A gente começou a trabalhar para ir conhecendo. A tendência é aumentar essa movimentação com o tempo”, completa.

A atual safra, no entanto, apresenta variações de produtividade em função das condições climáticas. Em algumas áreas, os rendimentos alcançam cerca de 66 sacas por hectare, enquanto em outras ficam próximos de 45. “A seca de janeiro foi determinante. Choveu pouco no período mais importante, o que afetou bastante o resultado”, explica. Nesse cenário, a expectativa em relação à assistência técnica ganha relevância. “Hoje falta acompanhamento em algumas situações. A gente espera que a Coamo esteja presente no campo, orientando. Isso pode fazer diferença no resultado”, diz.

Guy Mitsuyuki Tsumanuma segurando vagem de soja

Guy Mitsuyuki Tsumanuma, de Assaí

O engenheiro agrônomo da Coamo em Cambé, Andrew Akihito Ouchita Gomes, afirma que a chegada da cooperativa tem sido acompanhada por interesse dos produtores, mesmo em um momento de alta demanda no campo. “Existe uma receptividade grande. Muitos já ouviram falar da Coamo, mas ainda estão conhecendo de perto como funciona o trabalho”, explica. Segundo ele, a operação já está estruturada para atender à safra. “Estamos com equipe técnica, operacional e administrativa preparada. Já recebemos um volume significativo de soja desde o início das atividades”, informa.

O processo de associação também está em andamento. “Temos uma quantidade relevante de propostas de produtores interessados. É um movimento que tende a crescer após a colheita, quando o produtor terá mais tempo para avaliar e formalizar a entrada na cooperativa”, observa. A expectativa, segundo Gomes, é de intensificação do trabalho nos próximos meses, com foco na assistência técnica e no planejamento das próximas safras. “O trabalho inicial foi de aproximação e apresentação. Agora, vamos avançar para um acompanhamento mais detalhado nas propriedades”, afirma.

Em Assaí, o produtor Guy Mitsuyuki Tsumanuma destaca a chegada da cooperativa como uma alternativa em um cenário de incertezas na agricultura. “A gente esperava por essa estrutura. É uma cooperativa grande, sólida, e isso traz segurança para o produtor”, afirma. Parte da produção já está sendo destinada à Coamo. “É importante cumprir o que foi acordado, mas também buscar segurança para o futuro. Saber onde entregar e que vai receber depois faz diferença”, diz.

Equipe da Coamo e produtor reunidos na lavoura

Guy Mitsuyuki Tsumanuma com a equipe da Coamo em Assaí: Marcelo Santana, supervisor Técnico, Douglas Cardoso Peinado, supervisor de Fornecimento de Insumos Agrícolas, e Marco Aurélio Marques da Silva, gerente do entreposto

Para ele, a assistência técnica é um dos pontos centrais da parceria. “Hoje existe muita informação disponível, mas nem sempre com qualidade. O acompanhamento técnico consistente é essencial para tomar decisões melhores e alcançar bons resultados”, avalia. Sobre a safra atual, o produtor relata um ciclo marcado por irregularidade climática. “Tivemos excesso de chuva no início, depois um período seco em janeiro, que é decisivo para o enchimento de grãos. Isso impactou bastante a produtividade”, explica.

O engenheiro agrônomo, Marcelo Santana, da Coamo em Assaí, afirma que o trabalho inicial está concentrado no contato com produtores e na apresentação dos serviços da cooperativa. “Nosso foco é mostrar as fortalezas da Coamo, principalmente na assistência técnica, que é uma demanda identificada na região”, destaca. Segundo ele, a receptividade tem sido positiva. “Os produtores demonstram interesse e reconhecem a seriedade da cooperativa na condução da produção”, afirma.

A unidade já iniciou o recebimento da safra de soja, com as primeiras cargas registradas na segunda quinzena de fevereiro. “A colheita começou um pouco mais tarde em relação a outras regiões, mas já estamos recebendo e esse volume tende a crescer”, explica. Paralelamente, o trabalho acompanha a implantação da segunda safra. “O milho safrinha já está sendo plantado, e a presença da Coamo nesse momento é importante para fortalecer o acompanhamento técnico e a relação com o produtor”, diz.

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