Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 569 | Junho de 2026 | Campo Mourão - Paraná

PRODUÇÃO

produção


Colheita confirma potencial do milho segunda safra

Uso de tecnologia, manejo adequado e acompanhamento técnico mantêm a expectativa de bons resultados nas lavouras

Cooperados Maikon e Sadi Rigo, de Toledo (PR), acompanham o início da colheita

Cooperados Maikon e Sadi Rigo, de Toledo (PR), acompanham o início da colheita

A colheita do milho segunda safra começa de forma gradual na área de ação da Coamo. O atraso no plantio, provocado pelo prolongamento do ciclo da soja, e a elevada umidade dos grãos retardam o avanço dos trabalhos no campo. Apesar das variações climáticas registradas durante o ciclo, a expectativa permanece positiva. Em Toledo (Oeste do Paraná), os cooperados Sadi e Maikon Rigo, pai e filho, acompanham o início da colheita após uma safra marcada por restrições hídricas e ocorrências pontuais de granizo e ventos fortes.

Segundo Sadi, a falta de chuva acompanhou praticamente todo o desenvolvimento da cultura e limitou o potencial produtivo da lavoura. "Teve problemas no começo, com falta de chuva, e praticamente durante toda a safra a precipitação foi reduzida", relata. Ainda assim, a expectativa é colher entre 300 e 310 sacas por alqueire. "A produtividade não vai ser tão alta, mas ainda assim será boa." O produtor lembra que granizo e ventos fortes também atingiram parte da área. "Atrapalhou um pouco a produção, mas podia ter sido melhor."

Para Maikon, o resultado ficará abaixo da safra anterior, quando a propriedade registrou a maior produtividade da história. "O ano passado foi recorde. Neste ano tivemos alguns percalços e não será a safra que esperávamos", afirma. A família cultivou cerca de 109 alqueires de milho e conta com dois funcionários para atender as atividades da propriedade. Ele destaca que a experiência acumulada pelo pai, com mais de quatro décadas no campo, é um diferencial na condução do trabalho. "Essa experiência ajuda muito a enfrentar as dificuldades que surgem."

Sadi também ressalta a presença da assistência técnica da Coamo durante todo o ciclo. "A cooperativa auxilia principalmente na parte agronômica. Quando precisamos, a equipe vai até a lavoura e orienta no que for necessário."

O engenheiro agrônomo Marcos Joel Marcolin, da Coamo em Toledo, explica que o atraso na semeadura refletiu diretamente no início da colheita. "A soja alongou o ciclo e o milho foi implantado um pouco mais tarde. Isso atrasou os trabalhos no campo." Segundo ele, as lavouras apresentam bom potencial, embora algumas áreas tenham sido afetadas pela falta de chuva. "O clima foi bom, mas não excelente como no ano passado. De modo geral, a condição das lavouras é muito boa."

Outro fator que limita o ritmo da colheita é a elevada umidade dos grãos. De acordo com Marcolin, o inverno mais úmido, com chuvas frequentes e orvalho intenso, faz com que os produtores consigam iniciar a operação somente próximo ao meio-dia, quando a lavoura apresenta condições para o trabalho.

Maikon e Sadi Rigo com o engenheiro agrônomo, Marcos Joel Marcolin, da Coamo em Toledo (PR)

Maikon e Sadi Rigo com o engenheiro agrônomo, Marcos Joel Marcolin, da Coamo em Toledo (PR)

No aspecto técnico, o engenheiro destaca que os cooperados mantiveram o padrão de investimento em tecnologia, com adubação e manejo realizados nas épocas recomendadas. A principal diferença desta safra foi o aumento da incidência de lagartas. "Foi necessário intensificar o manejo com mais aplicações. A perda gradual de eficiência de algumas biotecnologias exige cada vez mais atenção", observa.

Na avaliação do engenheiro agrônomo, Lucas Gouvea Vilela Esperandino, da gerência de Assistência Técnica da Coamo, o cenário para o milho segunda safra permanece dentro da normalidade. "A colheita está apenas começando e tivemos muitas chuvas nos últimos dias, mas as expectativas continuam positivas." Ele lembra que, apesar do atraso em algumas regiões, toda a semeadura ocorreu dentro das janelas previstas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Segundo Lucas, os investimentos realizados pelos cooperados sustentam o potencial produtivo das lavouras. Historicamente, a média da Coamo é de cerca de 100 sacas por hectare, equivalente a aproximadamente 240 a 250 sacas por alqueire, embora existam áreas que já alcançaram produtividades entre 350 e 450 sacas por alqueire.

Além da colheita, Lucas destaca que este é o momento de planejar a próxima safra. Ele recomenda atenção ao manejo de plantas daninhas, favorecidas pelas chuvas recentes, e à realização da correção do solo. "Um solo bem manejado é a base para boas produtividades. Esse planejamento influencia diretamente o desempenho da safra de verão."

No Mato Grosso do Sul, onde a Coamo também atua, o cenário é semelhante. "Observamos lavouras com alto potencial produtivo. O cooperado fez o dever de casa, adotou as tecnologias recomendadas e contou com o acompanhamento da assistência técnica", conclui.

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião do Jornal Coamo.