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A colheita do milho segunda safra começa de forma gradual na área de ação da Coamo. O atraso no
plantio, provocado pelo prolongamento do ciclo da soja, e a elevada umidade dos grãos retardam o
avanço dos trabalhos no campo. Apesar das variações climáticas registradas durante o ciclo, a
expectativa permanece positiva. Em Toledo (Oeste do Paraná), os cooperados Sadi e Maikon Rigo, pai e
filho, acompanham o início da colheita após uma safra marcada por restrições hídricas e ocorrências
pontuais de granizo e ventos fortes.
Segundo Sadi, a falta de chuva acompanhou praticamente todo o desenvolvimento da cultura e limitou o
potencial produtivo da lavoura. "Teve problemas no começo, com falta de chuva, e praticamente durante
toda a safra a precipitação foi reduzida", relata. Ainda assim, a expectativa é colher entre 300 e 310
sacas por alqueire. "A produtividade não vai ser tão alta, mas ainda assim será boa." O produtor
lembra que granizo e ventos fortes também atingiram parte da área. "Atrapalhou um pouco a produção,
mas podia ter sido melhor."
Para Maikon, o resultado ficará abaixo da safra anterior, quando a propriedade registrou a maior
produtividade da história. "O ano passado foi recorde. Neste ano tivemos alguns percalços e não será a
safra que esperávamos", afirma. A família cultivou cerca de 109 alqueires de milho e conta com dois
funcionários para atender as atividades da propriedade. Ele destaca que a experiência acumulada pelo
pai, com mais de quatro décadas no campo, é um diferencial na condução do trabalho. "Essa experiência
ajuda muito a enfrentar as dificuldades que surgem."
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Sadi também ressalta a presença da assistência técnica da Coamo durante todo o ciclo. "A cooperativa
auxilia principalmente na parte agronômica. Quando precisamos, a equipe vai até a lavoura e orienta no
que for necessário."
O engenheiro agrônomo Marcos Joel Marcolin, da Coamo em Toledo, explica que o atraso na semeadura
refletiu diretamente no início da colheita. "A soja alongou o ciclo e o milho foi implantado um pouco
mais tarde. Isso atrasou os trabalhos no campo." Segundo ele, as lavouras apresentam bom potencial,
embora algumas áreas tenham sido afetadas pela falta de chuva. "O clima foi bom, mas não excelente
como no ano passado. De modo geral, a condição das lavouras é muito boa."
Outro fator que limita o ritmo da colheita é a elevada umidade dos grãos. De acordo com Marcolin, o
inverno mais úmido, com chuvas frequentes e orvalho intenso, faz com que os produtores consigam
iniciar a operação somente próximo ao meio-dia, quando a lavoura apresenta condições para o
trabalho.
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