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Definir corretamente a época de semeadura do milho segunda safra influencia diretamente o potencial
produtivo e a exposição da lavoura aos riscos climáticos. O posicionamento da cultura dentro de uma
janela mais favorável permite melhor aproveitamento da temperatura, radiação solar e disponibilidade de
água. Plantios realizados mais tarde aumentam a vulnerabilidade a geadas, déficits hídricos e problemas
fitossanitários. Nesse contexto, o planejamento antecipado e a adoção de alternativas de manejo
tornam-se ferramentas importantes para aumentar a segurança e a rentabilidade do sistema produtivo.
O engenheiro-agrônomo da Coamo, Wagner Henrique de Borba Bini, destaca que existem alternativas para
aumentar a segurança econômica da atividade, especialmente nas semeaduras realizadas fora da janela
mais favorável. "As estratégias permitem melhorar a rentabilidade do cooperado e, ao mesmo tempo,
reduzir os riscos associados às condições climáticas e fitossanitárias."
Segundo ele, uma parcela significativa das áreas de milho segunda safra no Mato Grosso do Sul ainda é
implantada durante o mês de março, período historicamente mais sujeito a problemas relacionados à
disponibilidade hídrica, redução da radiação solar, ocorrência de doenças, aumento da população de
cigarrinhas e incidência de acamamento. "Essa é uma janela que concentra diversos riscos e que tem
apresentado médias de produtividade inferiores quando comparada aos plantios realizados mais cedo",
explica Bini.
A recomendação é concentrar o plantio até o início de março, respeitando as condições climáticas e o
zoneamento agrícola. Para áreas que não conseguem receber o milho dentro do período considerado ideal,
o uso de plantas de cobertura surge como alternativa para reduzir riscos e fortalecer o sistema
produtivo. Pesquisas conduzidas pela Coamo em Campo Mourão e Dourados demonstram benefícios relacionados
ao uso de braquiárias, crotalárias e misturas de plantas de cobertura.
Além da proteção do solo, essas espécies contribuem para a formação de palhada, aumento da atividade
biológica, descompactação do solo, ciclagem de nutrientes e manejo de nematoides. "Essas plantas
exercem diferentes funções dentro do sistema e podem contribuir para a rentabilidade da propriedade ao
longo do tempo", afirma Bini.
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O líder técnico de milho para Mato Grosso do Sul da Bayer, Caio Sippel Dorr, ressalta que a definição da
janela de semeadura é uma das decisões mais importantes para o sucesso da cultura, pois cada período de
plantio apresenta características próprias relacionadas ao clima, à pressão de pragas e ao
comportamento dos híbridos. "Precisamos olhar de forma diferente para cada janela de semeadura e
construir estratégias específicas para cada situação", explica.
Caio Sippel Dorr, da Bayer
Segundo Dorr, a produtividade do milho depende tanto das condições climáticas quanto do manejo adotado
na lavoura. Embora o clima não possa ser controlado, a escolha correta da época de plantio e dos
híbridos reduz parte dos riscos envolvidos na atividade.
Entre os problemas que tendem a se intensificar nas áreas implantadas mais tarde estão o complexo de
enfezamentos, a mancha-branca e outras doenças foliares. Para essas situações, a recomendação é
utilizar híbridos de ciclo mais precoce, com maior tolerância aos enfezamentos e características que
favoreçam a estabilidade produtiva. "O produtor precisa adequar o híbrido à realidade da janela em que
está plantando", comenta.
Cooperado Kawê Beloto Santini, de Caarapó
O cooperado Kawê Beloto Santini, de Caarapó, destaca que o planejamento de longo prazo e a adoção de
práticas adequadas são fundamentais para aumentar a segurança do sistema produtivo. "As estratégias
ajudam o produtor a reduzir riscos e melhorar a rentabilidade da atividade", destaca.
Segundo ele, a definição correta da época de semeadura auxilia no planejamento das próximas safras. "Os
dados mostram claramente que o atraso na semeadura reduz o potencial produtivo e compromete a
rentabilidade. Em algumas situações, pode ser mais vantajoso investir em uma boa cobertura de solo do
que insistir em uma lavoura de milho implantada fora da janela mais adequada", observa.
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