Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 569 | Junho de 2026 | Campo Mourão - Paraná

COOPERATIVISMO

cooperativismo


Crescer juntos

Na Coamo e Credicoamo, o cooperativismo reúne pessoas, compartilha oportunidades e contribui para o desenvolvimento das propriedades, das famílias e das comunidades há mais de cinco décadas

Há 55 anos, o cooperativismo faz parte da história de milhares de famílias ligadas à Coamo. Um modelo de organização econômica que se consolidou como um sistema baseado na união de pessoas, na participação coletiva e na construção de oportunidades para quem vive e trabalha no campo. Presente em 81 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa reúne mais de 33 mil cooperados e mais de 11 mil funcionários, formando uma rede que alcança mais de 150 mil pessoas entre associados, colaboradores e familiares. Um movimento que contribui para o desenvolvimento das propriedades rurais, das comunidades e das regiões onde a Coamo atua.

Celebrado no primeiro sábado de julho, o Dia Internacional do Cooperativismo reforça a importância de um sistema que coloca as pessoas no centro das decisões e dos resultados. Na Coamo, esse princípio está presente desde a fundação, em 1970, e acompanha cada etapa da trajetória da cooperativa. Ao longo das décadas, o cooperativismo permitiu ampliar o acesso à assistência técnica, armazenagem, industrialização, comercialização, capacitação e novas tecnologias, criando condições para que produtores rurais desenvolvessem as atividades com planejamento e visão de longo prazo.

Esse sistema também se fortalece por meio da Credicoamo, cooperativa de crédito fundada em 1989 para atender exclusivamente os associados da Coamo. Com soluções financeiras voltadas às necessidades do agronegócio, a Credicoamo complementa o sistema, oferecendo alternativas para investimentos, custeio da produção, proteção patrimonial e gestão financeira das propriedades rurais.

O cooperativismo é construído pelas pessoas que participam diariamente desse modelo. São histórias de famílias que encontraram na cooperação um caminho para produzir, investir, enfrentar desafios e planejar o futuro. Histórias que ajudam a explicar por que o cooperativismo permanece como o principal pilar de sustentação da Coamo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento de gerações de cooperados ao longo de mais de cinco décadas.

AIRTON LABIGALINI DA COL, de Tupãssi, no Oeste do Paraná, ressalta que o cooperativismo está diretamente ligado à segurança no campo. Associado à Coamo há mais de 30 anos, ele acompanha as transformações da agricultura e atribui parte dessa evolução ao suporte oferecido pela cooperativa ao longo das últimas décadas.

Para o cooperado Airton Labigalini Da Col, de Tupãssi (PR), o cooperativismo está diretamente ligado à segurança no campo

Para o cooperado Airton Labigalini Da Col, de Tupãssi (PR), o cooperativismo está diretamente ligado à segurança no campo

Airton com a esposa Sônia

Airton com a esposa Sônia: participação da família fortalece o cooperativismo

Airton com o irmão Pedro e o engenheiro agrônomo Marcelo Fanhani

Airton com o irmão Pedro e o engenheiro agrônomo, Marcelo Fanhani

Segundo Da Col, a parceria construída com a Coamo vai além da comercialização da produção. Ele destaca a assistência técnica, as orientações sobre manejo e negociação e a estrutura oferecida como fatores que contribuíram para o desenvolvimento da propriedade e da família. "A cooperativa ensinou muito para nós. Tanto na maneira de plantar como na forma de negociar. Hoje temos palestras, reuniões e orientação técnica que ajudam na tomada de decisões", afirma.

Entre os aspectos mais valorizados pelo cooperado está a confiança para armazenar e comercializar a produção. Para ele, a segurança de contar com estrutura para recebimento dos grãos e apoio durante todas as etapas da atividade agrícola permite mais tranquilidade no planejamento da propriedade. "A gente entrega a produção e sabe que está bem armazenada. Depois podemos comercializar no momento que entendemos ser o melhor. Isso traz segurança", destaca.

Ao lembrar a trajetória construída ao lado da cooperativa, Da Col observa que o crescimento da propriedade ocorreu juntamente com o desenvolvimento da Coamo. Segundo ele, o cooperativismo contribuiu para melhorar a renda familiar, ampliar o conhecimento sobre a atividade agrícola e criar condições para que os filhos acompanhassem esse processo. "A cooperativa cresceu e nós crescemos juntos. Deu suporte para que pudéssemos evoluir e construir nossa história no campo", ressalta.

Outro ponto destacado pelo cooperado é a valorização da família dentro do sistema cooperativista. Para ele, a participação dos familiares em reuniões, palestras e eventos promovidos pela cooperativa fortalece os vínculos entre os associados e amplia o sentimento de pertencimento. "A família participa junto. A Coamo sempre valorizou isso e faz com que todos se sintam parte da cooperativa", observa.

Engenheiro agrônomo, Jackson Emanuel da Silva Arruda, com o cooperado Arno Edson Neiverth, de Vila Nova (PR)

Engenheiro agrônomo, Jackson Emanuel da Silva Arruda, com o cooperado Arno Edson Neiverth, de Vila Nova (PR)

Essa participação também é ressaltada pela esposa, Sônia Da Col. Com presença constante nos encontros promovidos pela Coamo, ela considera que as atividades voltadas às famílias proporcionam aprendizado, integração e troca de experiências. Sônia faz questão de acompanhar o marido nos eventos e destaca que o trabalho desenvolvido na propriedade envolve toda a família. Segundo ela, mesmo quando não está diretamente nas atividades da lavoura, participa do dia a dia da produção e acompanha cada etapa das safras. "A colheita não é apenas de quem está no campo. Toda a família participa de alguma forma, torcendo para que tudo dê certo e contribuindo no que for necessário", comenta.

ARNO EDSON NEIVERTH, de Vila Nova, no Oeste do Paraná, encontra no cooperativismo uma estrutura que reúne assistência técnica, acesso a tecnologias, comercialização e serviços financeiros. Ele participa do Comitê Educativo e de grupos de assistência técnica promovidos pela cooperativa, acompanhando de perto as ações voltadas ao desenvolvimento das propriedades rurais.

Para Neiverth, a confiança construída ao longo dos anos é um dos principais diferenciais do sistema cooperativista. Segundo ele, a transparência na relação entre cooperados e cooperativa fortalece a participação dos associados e contribui para a tomada de decisões dentro da propriedade. "O que é apresentado ao cooperado se transforma em resultado. Isso gera confiança e faz diferença no dia a dia de quem produz", afirma.

Entre os benefícios oferecidos pela Coamo, ele destaca o acesso às novas tecnologias, a qualidade dos insumos e sementes e o acompanhamento realizado pela equipe técnica. Segundo o cooperado, a proximidade com os profissionais da cooperativa permite discutir o desenvolvimento das lavouras e buscar alternativas para melhorar os resultados da produção. "A assistência técnica está sempre presente. A gente conversa sobre a lavoura, acompanha as novidades e tem acesso às informações que ajudam no planejamento da atividade", comenta.

O cooperado também observa que a participação na cooperativa contribuiu para a evolução da propriedade e da família. De acordo com ele, o aumento da renda e a melhoria dos resultados da atividade agrícola possibilitaram investimentos na estrutura da propriedade e na formação dos filhos. "A família ficou estruturada. Conseguimos investir mais e planejar o futuro com mais tranquilidade", destaca.

A participação familiar também faz parte dessa trajetória. Um dos filhos é cooperado da Coamo e acompanha as atividades ligadas à propriedade. A esposa participa de reuniões e palestras, contribuindo para que as informações e orientações recebidas sejam compartilhadas dentro da família. "Um ajuda o outro. A participação da família fortalece ainda mais essa relação com a cooperativa", ressalta.

Arno Edson Neiverth encontra no cooperativismo uma estrutura que reúne assistência técnica, acesso a tecnologias, comercialização e serviços financeiros

Arno Edson Neiverth encontra no cooperativismo uma estrutura que reúne assistência técnica, acesso a tecnologias, comercialização e serviços financeiros

Neiverth destaca ainda a importância da Credicoamo no atendimento às necessidades da propriedade. Segundo ele, a possibilidade de concentrar as operações financeiras em uma cooperativa de crédito voltada exclusivamente aos associados da Coamo facilita a gestão dos recursos utilizados na produção agrícola. Financiamentos, custeios e demais serviços são realizados diretamente pela Credicoamo, o que proporciona praticidade e proximidade no atendimento.

Para o cooperado, a integração entre as duas cooperativas amplia as oportunidades para os cooperados. "Tudo o que preciso para a atividade está disponível dentro do sistema cooperativista. Isso traz segurança e facilita o planejamento da lavoura", afirma.

Ao definir o significado do cooperativismo, Neiverth destaca a atuação conjunta em busca de objetivos comuns. Para ele, a soma de esforços entre cooperados e cooperativa cria condições para o desenvolvimento das propriedades e das famílias. "O cooperativismo é a união das pessoas trabalhando por uma finalidade em comum. É a soma de tudo", resume.

ADRIANO HECK, de Ouro Verde do Oeste, Oeste do Paraná, acompanha uma trajetória que une cooperativismo, desenvolvimento da propriedade e sucessão familiar. Ligada à Coamo desde 1996, a família vivenciou as transformações da agricultura nas últimas três décadas. O cooperado destaca a contribuição da assistência técnica e das tecnologias introduzidas ao longo dos anos para a evolução no campo. Segundo ele, orientações relacionadas à correção de solo, adubação, manejo das lavouras e implantação do sistema de plantio direto contribuíram para elevar a produtividade e melhorar os resultados da atividade agrícola. "A evolução foi muito grande. A assistência técnica sempre esteve presente, orientando e trazendo alternativas para melhorar a produção", afirma.

Em Ouro Verde do Oeste (PR), o cooperado Adriano Heck acompanha uma trajetória que une cooperativismo, desenvolvimento da propriedade e sucessão familiar. Na imagem Adriano com a esposa Maria

Em Ouro Verde do Oeste (PR), o cooperado Adriano Heck acompanha uma trajetória que une cooperativismo, desenvolvimento da propriedade e sucessão familiar. Na imagem Adriano com a esposa Maria

Para Heck, o desenvolvimento da família acompanhou o crescimento da propriedade. Ele observa que o conhecimento compartilhado pela cooperativa, por meio de treinamentos, cursos e eventos técnicos, ajudaram a aprimorar o manejo das lavouras e ampliar a capacidade de gestão da atividade rural. "Muitas vezes a gente aprende no dia a dia, mas os cursos e treinamentos complementam esse conhecimento e ajudam a tomar decisões melhores", destaca.

A participação da família também faz parte dessa construção. A esposa acompanha atividades promovidas pela cooperativa e participa de cursos e encontros voltados às famílias cooperadas. Já os filhos acompanham cada vez mais de perto as atividades da propriedade, fortalecendo o processo de sucessão familiar. "Quando a família participa, o trabalho fica mais forte. Um ajuda o outro e todos crescem juntos", ressalta.

Engenheiro agrônomo, Diego Rodrigo Niedermeyer, com o cooperado Adriano Heck

Engenheiro agrônomo, Diego Rodrigo Niedermeyer, com o cooperado Adriano Heck

Outro aspecto valorizado pelo cooperado é a segurança proporcionada pelo sistema cooperativista. Segundo ele, a disponibilidade de insumos, a assistência técnica durante o ciclo produtivo e a estrutura para recebimento e comercialização da produção oferecem condições para que o cooperado possa planejar as atividades com mais tranquilidade. Além disso, o poder de negociação gerado pela atuação coletiva também contribui para melhores oportunidades tanto na compra quanto na venda da produção.

Ao falar sobre o significado do cooperativismo, Heck resume o conceito em uma expressão simples: união. Para ele, o trabalho conjunto permite alcançar objetivos que seriam difíceis de serem conquistados individualmente. "A união faz a força. É mais gente trabalhando junto para construir um legado melhor", afirma.

O cooperado também destaca que o sistema cooperativista possibilita que produtores de diferentes portes tenham acesso às mesmas oportunidades e sejam atendidos de forma igualitária. Para ele, essa é uma das características que fortalecem a participação dos associados e contribuem para o crescimento coletivo. "Todo mundo é tratado da mesma forma. Isso faz parte do cooperativismo e ajuda todos a evoluírem juntos", conclui.

Entre os resultados do cooperativismo que fazem diferença na vida das famílias, as sobras ocupam um lugar especial na história do cooperado Rubens Elias Ferreira, de Barbosa Ferraz (PR), que pagou a faculdade da filha com o benefício. Na imagem o cooperado com a filha Eduarda, esposa Maria e o gerente da Coamo, Eliceu José Aiolfi

Entre os resultados do cooperativismo que fazem diferença na vida das famílias, as sobras ocupam um lugar especial na história do cooperado Rubens Elias Ferreira, de Barbosa Ferraz (PR), que pagou a faculdade da filha com o benefício. Na imagem o cooperado com a filha Eduarda, esposa Maria e o gerente da Coamo, Eliceu José Aiolfi

RUBENS ELIAS FERREIRA, de Barbosa Ferraz (Centro-Oeste do Paraná), encontrou nas sobras distribuídas pela Coamo uma forma de transformar o retorno do cooperativismo em investimento na família. Associado há cerca de 35 anos, ele destinou os valores recebidos da cooperativa para um objetivo definido: custear a graduação da filha em Odontologia.

A relação da família com a Coamo começou ainda na geração anterior. O pai de Rubens esteve entre os primeiros cooperados da região e, quando deixou a atividade, o filho assumiu a continuidade dessa história. Desde então, manteve a ligação com a cooperativa, participando das atividades e acompanhando o desenvolvimento proporcionado pelo cooperativismo ao longo das décadas.

Quando a filha Eduarda decidiu cursar Odontologia, a família estabeleceu um planejamento financeiro baseado nas sobras distribuídas anualmente pela cooperativa. Durante seis anos consecutivos, todo o valor recebido pela família foi destinado ao custeio da graduação da filha. O recurso ajudou a pagar mensalidades, materiais, despesas acadêmicas e a formatura.

Segundo o cooperado, a decisão foi tomada em conjunto pela família e se transformou em um compromisso mantido ao longo de todo o período de formação. A cada fevereiro, quando as sobras eram distribuídas, o valor era reservado exclusivamente para esse objetivo. "Nós colocamos isso na cabeça e trabalhamos para realizar esse sonho. A sobra da Coamo permitiu que a Eduarda estudasse e se formasse", afirma.

A experiência demonstra na prática um dos princípios do cooperativismo, que é o retorno dos resultados aos próprios associados. O cooperado destaca que o recurso recebido da cooperativa representou uma oportunidade de investir diretamente no futuro da família. "Foi o cooperativismo ajudando a realizar um sonho. Sem essa sobra, teríamos de buscar outros caminhos para conseguir pagar a faculdade", ressalta.

Rubens conta que a formação da filha representa um resultado que vai além dos números. "É a demonstração de como o cooperativismo pode contribuir para a realização de projetos familiares e para a construção de oportunidades para as novas gerações. Meu pai confiou na Coamo, eu continuei esse caminho e hoje vejo minha filha formada. É uma satisfação muito grande", afirma.

Formada no ano passado e já atuando na profissão, Eduarda reconhece a importância desse planejamento familiar e do papel desempenhado pela cooperativa em sua trajetória acadêmica. Segundo ela, as sobras garantiram a segurança financeira necessária para enfrentar os desafios do período universitário. "Todo ano, quando chegava fevereiro, meu pai destinava aquele valor para os estudos. Com isso eu conseguia pagar as mensalidades, comprar materiais e me manter em Campo Mourão durante a faculdade. Foi uma ajuda muito importante para que eu pudesse concluir a graduação", conta.

Eduarda revela que cresceu acompanhando a rotina da propriedade e a relação da família com a cooperativa. Desde a infância, participou de momentos ligados ao trabalho no campo e acompanhou de perto a atuação do pai como cooperado. "Eu recordo de ir à Coamo com ele, acompanhar a entrega da produção e participar dessa rotina. O cooperativismo sempre esteve presente na nossa vida", recorda.

Cooperado Rubens Elias Ferreira, com a filha Eduarda e a esposa Maria

Cooperado Rubens Elias Ferreira, com a filha Eduarda e a esposa Maria

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