Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 565 | Fevereiro de 2026 | Campo Mourão - Paraná

SAFRA DE VERÃO

Colheita avança com bons resultados e reforça a confiança dos cooperados

Safra de verão evidencia produtividades consistentes em diferentes regiões, boas decisões técnicas adotadas no campo e a estrutura da Coamo preparada para receber a produção dos cooperados

Colheitadeira colhendo soja na lavoura
Cooperado Antenório Possamai no meio da lavoura de soja

Em Toledo (PR), o cooperado Antenório Possamai registra resultados acima do observado em safras anteriores

A colheita da safra de verão avança na área de ação da Coamo, com destaque para o desempenho da soja e para a estrutura da cooperativa preparada para receber e dar destino à produção dos cooperados. O andamento da colheita reflete decisões técnicas adotadas desde o plantio, manejo adequado das lavouras e condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.

Em Toledo, no Oeste do Paraná, o cooperado Antenório Possamai registrou resultados acima do observado em safras anteriores. A produtividade oscilou entre 190 e 200 sacas por alqueire. "Eu planto desde os anos 1970 e nunca tive uma safra assim", afirma. Segundo o cooperado, o desempenho está ligado a um conjunto de práticas adotadas desde o preparo da área até o manejo da lavoura. Ele destaca a adubação de base, o uso de adubo de cobertura, a aplicação de calcário e o manejo fitossanitário, com três aplicações de fungicida e adubo foliar.

Marcos Joel Marcolin conversando com o cooperado Antenório Possamai na lavoura

Engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos Joel Marcolin, com o cooperado Antenório Possamai

Família Lengert perfilada na lavoura de soja

Família Lengert, de Bragantina (PR): Márcio, Paulo, Edemar, Edvino e Gian

O plantio ocorreu dentro da janela considerada adequada, com início em 14 de setembro. Após um curto período sem chuvas logo depois da semeadura, as precipitações retornaram no início de outubro, favorecendo o estabelecimento das plantas.

Na comparação com a safra anterior, quando a média foi de 156 sacas por alqueire, o aumento de produtividade é significativo. Possamai também destaca a escolha de uma nova cultivar, com resistência a nematoides, problema registrado em áreas da propriedade em ciclos anteriores. Atualmente, ele cultiva 138 alqueires de soja. Apesar dos bons números, o cooperado observa que o cenário de preços exige cautela. "A produtividade ajuda. Se não fosse isso, a situação ficaria mais complicada", frisa.

O engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos Joel Marcolin, confirma que, de forma geral, a safra tem superado as expectativas iniciais na região. O início do ciclo foi marcado por bons volumes de chuvas e temperaturas mais amenas, o que retardou o desenvolvimento inicial da cultura. Ao longo do ciclo, no entanto, a regularidade das precipitações favoreceu a recuperação das lavouras. "A soja demorou um pouco para arrancar no início, mas depois, com chuvas adequadas, se desenvolveu bem e chegou à colheita em condições adequadas", explica.

Em relação à produtividade, Marcolin afirma que os números desta safra superam os do ano passado, que já havia registrado bons resultados. "As produtividades estão muito boas e, em muitos casos, acima do que esperávamos", destaca.

Além do clima, o agrônomo aponta o nível de investimento e o manejo adotado pelos cooperados como fatores determinantes. O controle de plantas daninhas, o posicionamento adequado de herbicidas, a antecipação das aplicações de fungicidas e o monitoramento de pragas contribuíram para a sanidade das lavouras. "Houve um bom cuidado desde o início do ciclo, com aplicações feitas no momento correto, o que ajudou a chegar a esses números no final", avalia.

As produtividades na região de Toledo variam entre áreas, com registros de 130 até 230 e 240 sacas por alqueire. De forma geral, a média regional tem oscilado em 190 sacas, com possibilidade de pequenas variações em áreas mais tardias, em função da restrição hídrica recente.

Em Bragantina, a colheita na propriedade da família Lengert também apresentou produtividades dentro de bons patamares na maioria das áreas. O cooperado Gian Carlos Lengert relata o desenvolvimento satisfatório das lavouras, associado à regularidade das chuvas ao longo do ciclo e ao manejo adotado. "Não tivemos falta de chuva, a soja se desenvolveu bem e estamos tendo uma boa rentabilidade", afirma.

As primeiras áreas colhidas registram média próxima de 190 sacas por alqueire. Segundo Lengert, o resultado é consequência da combinação entre manejo já consolidado em anos anteriores, com atenção à adubação e ao uso de produtos adequados, e as condições climáticas favoráveis. "A gente sempre faz um manejo bem-feito, com boa adubação. Mas, para produzir tem que ter chuva, e este ano choveu bem na região", explica.

Na safra passada, a média da propriedade foi de 176 sacas por alqueire, com áreas acima de 200 sacas. No entanto, houve locais com menor rendimento em função da falta de chuva. Neste ciclo, a distribuição das precipitações foi mais uniforme e contribuiu para reduzir as diferenças entre áreas.

Lengert aponta que cada safra apresenta desafios específicos. Neste ano, o principal foi o manejo de plantas daninhas, especialmente o picão-preto resistente e o caruru, que exigiram mais atenção ao longo do ciclo. "Foi mais o controle do mato. O picão resistente e o caruru deram trabalho. Em relação a pragas como o percevejo, foi mais tranquilo", relata. O cooperado afirma que os resultados obtidos servem como base para o planejamento das próximas safras, com manutenção do manejo adotado e ajustes pontuais conforme a necessidade.

O engenheiro agrônomo da Coamo em Bragantina, Alfeu Luiz Fachim, destaca a variação de produtividade entre propriedades e áreas, em função de fatores climáticos e estruturais. Segundo ele, algumas regiões enfrentaram excesso de chuvas no início do ciclo, associado a temperaturas mais baixas, o que impactou o desenvolvimento das plantas. Em outras áreas, a distribuição mais equilibrada das precipitações permitiu melhor desempenho da cultura. "Essas diferenças de clima e de solo explicam a variação de produtividade entre regiões e propriedades", explica.

De acordo com Fachim, há áreas com colheitas que alcançaram até 206 sacas por alqueire, enquanto outras registram médias em torno de 120 sacas, principalmente onde ocorreram problemas no início do ciclo. Na avaliação do agrônomo, um dos principais desafios da safra está relacionado à estrutura do solo. Ele aponta que o uso contínuo de culturas em sucessão, aliado ao tráfego de máquinas pesadas, pode resultar em compactação, interferindo no desenvolvimento das lavouras. "A estrutura do solo é um dos grandes desafios, principalmente com o uso de máquinas cada vez mais pesadas", avalia.

Raul Rodrigues dos Santos, Gian Carlos Lengert e Alfeu Luiz Fachim na lavoura de soja

Raul Rodrigues dos Santos, gerente da Coamo, Gian Carlos Lengert, cooperado, e Alfeu Luiz Fachim, engenheiro agrônomo






Planejamento e estrutura garantem
o recebimento da safra de verão


Com investimentos contínuos, integração entre áreas e equipes preparadas, a cooperativa assegura agilidade e confiança aos cooperados durante a colheita da nova safra

Com a intensificação da colheita da safra de verão, o movimento de máquinas no campo passa a marcar o cotidiano das regiões de atuação da Coamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Para acompanhar o avanço da produção, a cooperativa entra em mais um ciclo de recebimento apoiada por planejamento antecipado, investimentos contínuos e uma estrutura preparada para atender grandes volumes de grãos.

Segundo o gerente de Produtos Agrícolas da Coamo, José Carlos de Andrade, o trabalho para garantir o recebimento da safra começa muito antes da colheita. O planejamento da safra de verão inicia logo após o encerramento da safra de milho, envolvendo diversas áreas da cooperativa. "Quando o cooperado começa a colher e chega aos nossos armazéns, existe todo um trabalho prévio de planejamento para receber grandes volumes de produção", explica.

A gerência de Produtos Agrícolas atua diretamente no recebimento da safra, mas o processo envolve uma estrutura integrada. Áreas como transporte, assistência técnica, comercialização, indústria e logística formam uma cadeia conectada, que assegura o fluxo da produção desde a entrega nas unidades até o destino. "É uma corrente, uma área ligada a outra, que garante espaço e destino à produção do cooperado", afirma Andrade.

Para esta safra, a cooperativa ampliou e modernizou sua capacidade de armazenagem e operação. Os investimentos, segundo o gerente, vêm sendo realizados de forma contínua nos últimos anos. "A diretoria vem investindo em melhorias estruturais, como secadores, silos, graneleiros, maquinários, pátios e obras físicas em diversas unidades", destaca.

De acordo com Andrade, safras de grande volume não representam entrave para a cooperativa, justamente pelo planejamento antecipado e pela ampliação constante da estrutura. "A Coamo se planeja com antecedência, amplia sua capacidade de recebimento e de escoamento e segue aumentando os volumes e as regiões de atuação", afirma.

Outro ponto destacado é a preparação das equipes. Ao longo do ano, os funcionários passam por capacitação para atuar no período de colheita, quando a demanda por agilidade é maior. "O cooperado quer rapidez. Ele precisa descarregar e, se possível, fazer várias viagens no mesmo dia. Trabalhamos para que isso aconteça", observa Andrade.

A previsão de recebimento para a safra de verão 2025/26 é de mais de seis milhões de toneladas de soja e cerca de 300 mil toneladas de milho verão. O recebimento deve se concentrar até meados de março, com fluxo de cargas se estendendo até abril em algumas regiões. Segundo Andrade, o curto período de colheita exige ainda mais preparo das unidades. "O volume diário de entrada é muito grande, por isso precisamos de espaço, estrutura adequada e logística eficiente", afirma.

Mesmo quando uma unidade atinge sua capacidade momentânea, a cooperativa mantém o fluxo por meio do remanejamento da produção. O produto pode ser direcionado para outras unidades, para a indústria, para terceiros ou para a exportação, garantindo espaço para novos recebimentos. "Existe uma grande equipe trabalhando nos bastidores. O cooperado nem imagina quantas gerências e quantos destinos essa produção pode ter. É uma sinergia que torna a cooperativa competitiva e preparada para atender todos os cooperados", conclui Andrade.

José Carlos de Andrade, gerente de Produtos Agrícolas da Coamo

José Carlos de Andrade, gerente
de Produtos Agrícolas da Coamo

Bateria de grandes silos metálicos da cooperativa
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