|
Colheita avança com bons resultados e reforça a confiança dos cooperados
Safra de verão evidencia produtividades consistentes em diferentes regiões, boas decisões técnicas adotadas no campo e a estrutura da Coamo preparada para receber a produção dos cooperados
Em Toledo (PR), o cooperado Antenório Possamai registra resultados acima do observado em safras anteriores
|
A colheita da safra de verão avança na área de ação da Coamo, com destaque para o desempenho da soja e para a estrutura da cooperativa preparada para receber e dar destino à produção dos cooperados. O andamento da colheita reflete decisões técnicas adotadas desde o plantio, manejo adequado das lavouras e condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.
Em Toledo, no Oeste do Paraná, o cooperado Antenório Possamai registrou resultados acima do observado em safras anteriores. A produtividade oscilou entre 190 e 200 sacas por alqueire. "Eu planto desde os anos 1970 e nunca tive uma safra assim", afirma. Segundo o cooperado, o desempenho está ligado a um conjunto de práticas adotadas desde o preparo da área até o manejo da lavoura. Ele destaca a adubação de base, o uso de adubo de cobertura, a aplicação de calcário e o manejo fitossanitário, com três aplicações de fungicida e adubo foliar.
|
Engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos Joel Marcolin, com o cooperado Antenório Possamai
|

Família Lengert, de Bragantina (PR): Márcio, Paulo, Edemar, Edvino e Gian
|
O plantio ocorreu dentro da janela considerada adequada, com início em 14 de setembro. Após um curto período sem chuvas logo depois da semeadura, as precipitações retornaram no início de outubro, favorecendo o estabelecimento das plantas.
Na comparação com a safra anterior, quando a média foi de 156 sacas por alqueire, o aumento de produtividade é significativo. Possamai também destaca a escolha de uma nova cultivar, com resistência a nematoides, problema registrado em áreas da propriedade em ciclos anteriores. Atualmente, ele cultiva 138 alqueires de soja. Apesar dos bons números, o cooperado observa que o cenário de preços exige cautela. "A produtividade ajuda. Se não fosse isso, a situação ficaria mais complicada", frisa.
|
O engenheiro agrônomo da Coamo em Toledo, Marcos Joel Marcolin, confirma que, de forma geral, a safra tem superado as expectativas iniciais na região. O início do ciclo foi marcado por bons volumes de chuvas e temperaturas mais amenas, o que retardou o desenvolvimento inicial da cultura. Ao longo do ciclo, no entanto, a regularidade das precipitações favoreceu a recuperação das lavouras. "A soja demorou um pouco para arrancar no início, mas depois, com chuvas adequadas, se desenvolveu bem e chegou à colheita em condições adequadas", explica.
Em relação à produtividade, Marcolin afirma que os números desta safra superam os do ano passado, que já havia registrado bons resultados. "As produtividades estão muito boas e, em muitos casos, acima do que esperávamos", destaca.
Além do clima, o agrônomo aponta o nível de investimento e o manejo adotado pelos cooperados como fatores determinantes. O controle de plantas daninhas, o posicionamento adequado de herbicidas, a antecipação das aplicações de fungicidas e o monitoramento de pragas contribuíram para a sanidade das lavouras. "Houve um bom cuidado desde o início do ciclo, com aplicações feitas no momento correto, o que ajudou a chegar a esses números no final", avalia.
|
|
As produtividades na região de Toledo variam entre áreas, com registros de 130 até 230 e 240 sacas por alqueire. De forma geral, a média regional tem oscilado em 190 sacas, com possibilidade de pequenas variações em áreas mais tardias, em função da restrição hídrica recente.
Em Bragantina, a colheita na propriedade da família Lengert também apresentou produtividades dentro de bons patamares na maioria das áreas. O cooperado Gian Carlos Lengert relata o desenvolvimento satisfatório das lavouras, associado à regularidade das chuvas ao longo do ciclo e ao manejo adotado. "Não tivemos falta de chuva, a soja se desenvolveu bem e estamos tendo uma boa rentabilidade", afirma.
As primeiras áreas colhidas registram média próxima de 190 sacas por alqueire. Segundo Lengert, o resultado é consequência da combinação entre manejo já consolidado em anos anteriores, com atenção à adubação e ao uso de produtos adequados, e as condições climáticas favoráveis. "A gente sempre faz um manejo bem-feito, com boa adubação. Mas, para produzir tem que ter chuva, e este ano choveu bem na região", explica.
Na safra passada, a média da propriedade foi de 176 sacas por alqueire, com áreas acima de 200 sacas. No entanto, houve locais com menor rendimento em função da falta de chuva. Neste ciclo, a distribuição das precipitações foi mais uniforme e contribuiu para reduzir as diferenças entre áreas.
Lengert aponta que cada safra apresenta desafios específicos. Neste ano, o principal foi o manejo de plantas daninhas, especialmente o picão-preto resistente e o caruru, que exigiram mais atenção ao longo do ciclo. "Foi mais o controle do mato. O picão resistente e o caruru deram trabalho. Em relação a pragas como o percevejo, foi mais tranquilo", relata. O cooperado afirma que os resultados obtidos servem como base para o planejamento das próximas safras, com manutenção do manejo adotado e ajustes pontuais conforme a necessidade.
|
O engenheiro agrônomo da Coamo em Bragantina, Alfeu Luiz Fachim, destaca a variação de produtividade entre propriedades e áreas, em função de fatores climáticos e estruturais. Segundo ele, algumas regiões enfrentaram excesso de chuvas no início do ciclo, associado a temperaturas mais baixas, o que impactou o desenvolvimento das plantas. Em outras áreas, a distribuição mais equilibrada das precipitações permitiu melhor desempenho da cultura. "Essas diferenças de clima e de solo explicam a variação de produtividade entre regiões e propriedades", explica.
De acordo com Fachim, há áreas com colheitas que alcançaram até 206 sacas por alqueire, enquanto outras registram médias em torno de 120 sacas, principalmente onde ocorreram problemas no início do ciclo. Na avaliação do agrônomo, um dos principais desafios da safra está relacionado à estrutura do solo. Ele aponta que o uso contínuo de culturas em sucessão, aliado ao tráfego de máquinas pesadas, pode resultar em compactação, interferindo no desenvolvimento das lavouras. "A estrutura do solo é um dos grandes desafios, principalmente com o uso de máquinas cada vez mais pesadas", avalia.
Raul Rodrigues dos Santos, gerente da Coamo, Gian Carlos Lengert, cooperado, e Alfeu Luiz Fachim, engenheiro agrônomo
|
|